«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello
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sábado, 24 de maio de 2014

UM APONTAMENTO DE HISTÓRIA!!



Vitória (Londres, 24 de Maio de 1819 – East Cowes, 22 de Janeiro de 1901), oriunda da Casa de Hanôver, foi rainha do Reino Unido de 1837 até a morte, sucedendo ao tio, o rei Guilherme IV. A incorporação da Índia ao Império Britânico em 1877 conferiu a Vitória o título de Imperatriz da Índia.
Vitória era filha do príncipe Eduardo, Duque de Kent e Strathearn, o quarto filho do rei Jorge III. Tanto o Duque de Kent como o rei morreram em 1820, fazendo com que Vitória fosse criada sob a supervisão da sua mãe alemã, a princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld.
Herdou o trono aos dezoito anos, depois de os três tios paternos terem morrido sem descendência legítima. O Reino Unido era já uma monarquia constitucional estabelecida, na qual o soberano tinha relativamente poucos poderes políticos directos. Em privado, Vitória tentou influenciar o governo e a nomeação de ministros. Em público tornou-se um ícone nacional e a figura que encarnava o modelo de valores rigorosos e moral pessoal.
Casou-se com o seu primo direito, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, em 1840. Os seus nove filhos e vinte e seis dos seus quarenta e dois netos casaram-se com outros membros da realeza e famílias nobres por todo o continente europeu, unindo-as entre si, o que lhe valeu a alcunha de "a avó da Europa".
Após a morte de Alberto em 1861, Vitória entrou num período de luto profundo durante o qual evitou aparecer em público. Como resultado do seu isolamento, o republicanismo ganhou força durante algum tempo, mas na segunda metade do seu reinado, a popularidade da rainha voltou a aumentar.
O seu reinado de 63 anos e 7 meses foi o mais longo, até à data, da história do Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Foi um período de mudança industrial, cultural, política, científica e militar e ficou marcado pela expansão do Império Britânico.

sábado, 2 de novembro de 2013

Maria Antonieta

Maria Antonieta, dizia-se, perguntou durante um passeio que deu com seu cocheiro, por que razão toda aquela gente parecia tão desgraçada. "Majestade, não há pão para comer." (As más colheitas de 1789 haviam feito com que o preço do pão aumentasse de forma vertiginosa.) Ao que Maria Antonieta respondeu: "Se não têm pão, que comam brioches".
Anedota que exemplificava a altivez cínica e desarmante da Rainha, espalhou-se com a rapidez de um raio. O mais provável é que Maria Antonieta nunca tenha dito semelhantes palavras. Não obstante, na França de 1789, todos pensavam que este comentário cínico só podia ter saído da boca de Maria Antonieta. Por todo o país a rainha foi insultada em panfletos e obras de teatro, chegando mesmo a dizer-se que mantinha relações incestuosas com o filho.
Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburg-Lothringen ou Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine) (Viena, 2 de Novembro de 1755 - Paris, 16 de Outubro de 1793) arquiduquesa da Áustria casou, com quatorze anos, com o então delfim de França (que subiria ao trono em maio de 1774 com o título de Luís XVI, numa tentativa de estreitar os laços entre os dois inimigos históricos.
Detestada pela corte francesa, onde era chamada L'Autre-chienne, Maria Antonieta também ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de perdulária e promiscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.
Depois da fuga de Varennes, Luís XVI foi deposto e a monarquia abolida em 21 de Setembro de 1792; a família real foi posteriormente presa na Torre do Templo. Nove meses após a execução de seu marido, Maria Antonieta foi julgada, condenada por traição, e guilhotinada em 16 de outubro de 1793.
Após sua morte, Maria Antonieta tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários livros e filmes. Alguns académicos e estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento frívolo e superficial, atribuindo-lhe o início da Revolução Francesa; no entanto, outros historiadores alegam que ela foi retratada injustamente e que as opiniões ao seu respeito deveriam ser mais simpáticas.

sábado, 17 de agosto de 2013

Thomas Edward Lawrence



Thomas Edward Lawrence (16 de Agosto de 1888 - 19 de Maio de 1935), conhecido como Lawrence da Arábia. Arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor britânico.
Tornou-se famoso pelo seu papel como oficial britânico de ligação durante a Revolta Árabe de 1916-1918. A sua fama como herói militar foi largamente promovida pelo livro autobiográfico de Lawrence, Os Sete Pilares da Sabedoria.


Os Sete Pilares da Sabedoria
«Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos das suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordados, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis.»

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CARNAVAL

Carnaval -  Giovanni Domenico Tiepolo

Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias nas ruas, praças e casas da Antiga Roma. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No século XI, com a implantação da Semana Santa, pela Igreja Católica a festa carnavalesca, antecedia, a Quaresma, que era um longo período de privações. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
Fonte: internet

sexta-feira, 10 de junho de 2011

TURQUIA...

Andei a «viajar» pela Turquia, motivada por uma série de postais que uma amiga me enviou. Preciosa amiga, com ela, tenho «viajado» bastante, porque sempre me envia uma espécie de diário das viagens que faz e me suscita a ir pesquisar.

A Turquia é um dos países mais ricos a nível da História, porque foi centro de grandes movimentações históricas. É um país euro-asiático que se estende por toda península da Anatólia, no extremo ocidental da Ásia e pela Trácia Oriental, no sudeste da Europa. Faz fronteira com oito países: a noroeste com a Bulgária, a oeste com a Grécia, a nordeste com a Geórgia, a Arménia e o enclave de Nakichevan do Azerbaijão, a leste com o Irão e a sudeste com o Iraque e a Síria. O Mar Mediterrâneo e o Chipre situam-se a sul, o Mar Egeu a sudoeste-oeste e o mar Negro a norte. O Mar de Mármara, o Bósforo e o Dardanelos demarcam a fronteira entre a Trácia e a Anatólia e separam a Europa da Ásia.


UM POUCO DE HISTÓRIA:

Os turcos começaram a migrar para a área que é actualmente a Turquia no século XI. O processo foi acelerado pela vitória do Império Seljúcida sobre o Império Bizantino. Os turcos seljúcidas constituíram um poderoso reino na Anatólia nos 150 anos seguintes. O Sultanato de Rum, que governou grande parte da Anatólia até às invasões mongóis, em meados do século XIII. A decadência do sultanato seljúcida deu origem à independência e expansão política e militar de uma série de beilhiques (principados muçulmanos), entre eles o dos otomanos, que viriam a criar o Império Otomano, que no seu auge, nos séculos XVI e XVII, se estendia desde o Sudeste da Europa ao Sudoeste da Ásia e Norte da África. Após o Império Otomano ter entrado em colapso, devido à sua derrota na Primeira Guerra Mundial, os seus territórios foram ocupados pelos aliados vitoriosos. Um grupo de jovens oficiais militares, liderados por Mustafa Kemal, organizaram uma resistência contra os Aliados, e em 1923 estabeleceram a moderna República da Turquia, com Kemal Atatürk como seu primeiro presidente.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A INVENÇÃO DA ESCRITA

Tudo começou com os chamados pictogramas, usados como «ajuda» de memória e que depois vão evoluir para representação de uma ideia ou de um som, escrita que será utilizada até ao Século I da era cristã. Foi no 4º Milénio na cidade próspera de Urk, que o grande desenvolvimento das relações comerciais, motivou o surgimento dos pictogramas e dos escribas, que aperfeiçoam pouco a pouco um sistema de sinais para anotar a natureza e a quantidade das mercadorias. Assim nasceu a escrita. Estas informações eram gravadas em placas de argila, matéria-prima em que a Mesopotâmia era rica. As gravações eram feitas com a argila húmida e mole, que depois era seca ao sol. Os mais antigos exemplares foram encontrados nos templos em Urk, datados de 3200 a.C. e também em Djemder-Nasr e Ur. Esta era uma forma de contabilidade, mas também eram narrados factos da vida comum. O desenho estilizado de uma cabeça humana significa «cabeça», duas linhas onduladas «água», um triângulo púbico com o traço da vulva designa mulher, etc. Os estudiosos consideram que estes pictogramas vêm de um sistema mais antigo de 6000 a.C. em que os agricultores do Médio Oriente usavam pequenos objectos de argila para fazer o inventário das colheitas, uma espécie de cones. Os pictogramas, são para os especialistas «suportes de memória» e vão evoluir ao longo dos séculos. Combinando vários pictogramas vão chegar à expressão de uma ideia, «ideograma». Em 3000 a. C. os geniais Sumérios conseguiram chegar ao fonetismo, usando um processo tão simples como uma brincadeira de criança: a charada. Tiveram a ideia de usar pictogramas para designar não os objectos que representavam directamente, mas outros com um nome foneticamente igual. O sistema mais flexível, tinha um vocabulário escrito de cerca de 600 caracteres, menos de um terço da antiga linguagem pictográfica. Ao mesmo tempo que a língua evoluiu, evoluem também a forma e a estilo. As primeiras placas foram gravadas em colunas verticais a partir do canto superior direito. Isto implicava que a mão esborrata-se os sinais daí a mudança para a escrita horizontal da esquerda para a direita, que se uniformizou mais tarde. Abandonam o instrumento aguçado e a partir de c. de 2 500 a.C., começam a utilizar a ponta de junco triangular que penetra facilmente na argila. Estas marcas ganham a forma de cunhas e de linhas. Mais tarde, o sistema de escrita sumério recebeu o nome de «cuneiforme». Limitada de início aos templos e palácios, a escrita cuneiforme propaga-se na sociedade suméria e depois noutras regiões. Era utilizada para registar leis, transmitir ordens, mas também tinha a sua aplicação cultural, os poetas utilizavam-ma para escrever mitos e narrativas, sendo o mais célebre a Epopeia de Gilgamesh, um rei que reinou em Uruk. A escrita nasceu quase ao mesmo tempo na Mesopotâmia e no Egipto, o poder dos escribas era muito grande, não só na administração como guardiões de mitos e intermediários entre os deuses e os homens. Os hieróglifos egípcios são «imagens divinas» reveladas pelo deus Thot. Têm poderes mágicos e são um meio de comunicar com os deuses. Na China, a escrita aparece 1 000 anos mais tarde, é o sinal e a arma do poder. No tempo dos Tang, os mandarins, funcionários imperiais, devem o seu poder ao facto de saberem escrever. A beleza formal dos caracteres é tão importante como o valor do texto. Fonte: História da Mundo, Larousse, Paris

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

KISSING SAILLOR, do fótografo Alfred Eisenstaedt.

George Mendonza, filho de portugueses originários da Madeira, que vive em Middletown, Massachusetts, conseguiu que fosse aceite que ele era o famoso protagonista da fotografia tirada em 14 de Agosto de 1945, o dia em que a Segunda Guerra acabou.
A morena que está na fotografia numa posição mais recuada, é Rita Petry sua acompanhante nesse dia, a mulher a quem George dá o beijo, foi identificada, trata-se da enfermeira Edith Shain, já falecida. O mistério estava em saber quem seria o marinheiro! Vários testes foram feitos, vários veteranos se apresentaram. Por um estudo em 2005, com a chancela do Naval War College e com uma investigação realizada no Mitsubishi Electric Research Lab (MERL), em Cambridge, realizada por um especialista em análise fotográfica, chegaram à conclusão «com um razoável grau de certeza» que George Mendonza está realmente na foto, só que ele sabia isso desde sempre!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

«YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY???? CERVANTES

O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevo nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos.
Na celebração actual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa, estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflecte a realidade pagã.

HISTÓRIA
A celebração do Halloween tem duas origens que no decorrer da História se foram misturando:
Origem Pagã - que tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo dar culto aos mortos. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que actuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data, para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
Origem Católica - Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV, transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e dedicou-o a “Todos os Santos”. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III, mudou a data para 1º de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. A festa era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra actual “Halloween”.