«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

O ESTRANHO MUNDO DE ERIK-THOR SANDBERG

Erik-Thor Sandberg em cada uma das suas composições, procura estabelecer uma conversa entre o artista e o espectador. O diálogo gerado pelos seus trabalhos, são sucessivas interrogações, com o objetivo de questionar a identidade humana. Usa um simbolismo muito pessoal, criando narrativas sem começo, nem fim, captando momentos cruciais e isolando-os. Momentos suspensos, em que o artista abstém-se de fazer julgamentos.
Sandberg tem representado cenas do vício e de virtude, do ponto de vista de que a natureza humana é inerentemente imperfeita. As suas pinturas habilmente trabalhadas, revelam de forma inesperada como a imperfeição torna a vida interessante. Quantas vezes o inquietante e o grotesco, se tornam no belo! No entanto essa beleza, constante no seu trabalho, contrasta com elementos bastante perturbadores, que sendo imaginários, muito têm a ver com a realidade.






domingo, 17 de junho de 2012

MARIA VARBANOVA

fruto proíbido
Maria Varbanova iniciou sua carreira em 1980, com os estudos de desenho, pintura, escultura, composição e impressão no Tsanko Lvrenov High School of Fine Arts, em Plovidiv, na Bulgária. Formou aí em 1985. Ainda nesse período, inicia os estudos no Fine Arts in the Universinity of Veliko Tarnovo St Ciril and Methodius, também na Bulgária. Desde 1992, tornou-se professora de artes em diversas instituições búlgaras.

“Eu gostaria de convencer os espectadores de como há tanta beleza e harmonia ao nosso redor. Pessoas estão perdendo o prazer das coisas simples, com tanta ocupação que se propõe o tempo inteiro. Meu objetivo é capturar o olhar de alguém do outro lado da sala, e traze-lo para bem perto de minha obra, até que essa lhe provoque um prazer pleno.”

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Leonardo da Vinci é um génio da pintura e não só, pois se manifestou genial em diversas áreas.
Os seus quadros têm motivado grande controvérsia. Mona Lisa estará no topo dos vários estudos e interpretações, seguindo-se A Ceia de Cristo (Código da Vinci - Dan Brow), mas São João Batista é também objecto de estudo e de interpretação. Houve muita polêmica sobre o significado da mão do santo apontando para cima, e o seu sorriso enigmático provocou muitas discussões. Enquanto o tronco tem uma certa solidez e força, o rosto e a expressão tem uma delicadeza e misteriosa suavidade/sensualidade, que contradizem a personalidade de São João, o intransigente e abstêmio pregador do deserto, como é descrito na Bíblia. Pode ser que ele tenha escolhido retratar São João no momento seguinte ao batismo de Cristo, quando o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O BEIJO!

Il Bacio

O Beijo! malva-rosa em jardim de carícias! 
Vivo acompanhamento no piano dos dentes 
Dos refrãos que Amor canta nas almas ardentes 
Com a sua voz de arcanjo em lânguidas delícias! 
.../...

Verlaine
NO DIA DO BEIJO, «O BEIJO» DE PICASSO!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MC. ESCHER UM ARTISTA «SUI-GENERIS»!

"Eu não uso drogas, meus sonhos já são suficientemente horríveis."

"Eu não cresço. Dentro de mim está a criança da minha infância."

M C Escher ( 1898 - 1972) foi um artista realmente «sui-generis». Conhecido pelas suas xilogravuras e litografias e meios-tons, que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ARTE


Sou sensível à arte em todas as suas variantes, em todas as suas manifestações e formas de expressão. Brechet dizia  que: «Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver».
Segundo Fernando Pessoa: «A arte baseia-se na vida, porém não como matéria mas como forma. Sendo a arte um produto directo do pensamento, é do pensamento que se serve como matéria; a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento tornado vida: um desejo realizado de si-mesmo. Como realizado tem que usar a forma da vida, que é essencialmente a realização; como realizado em si-mesmo tem que tirar de si a matéria em que realiza». 
Tive um professor de Estética, que dizia, que todos os dias o homem cria e, a arte pode ser encontrada nas mais pequenas coisas do dia a dia, há um poder criativo constante no homem, não só para  contemplação e assimilação, como também na invenção para melhorar a sua vida, mas o número incalculável de obras criadas, não passam de objectos, há outros que se tornam distinguíveis, fruto de um aprofundamento da alma e que despidos de utilidade prática, provocam e questionam, despertam e agudizam os sentidos. Um objecto de arte para mim, além de existir para ser apreciado é essencialmente para ser sentido.
Difícil em todas as variantes artísticas distinguir algo superlativo, há tanto felizmente para ser distinguido! Vou referenciar um pintor, que me emociona bastante, porque vejo nos seus quadros, estados de alma. Ele é Vincent van Gogh, com uma vida marcada por fracassos a todos os níveis. Os seus belíssimos quadros, onde transborda a sua essência, foram rejeitados, apenas vendeu um quadro em vida. Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XIX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

GUERNICA - PICASSO


Como é difícil escolher uma obra de arte entre tantas que se gosta, nos diversos movimentos artísticos! Acabei por escolher «GUERNICA» de Picasso, pelo protesto e denúncia contra a violência, a guerra e a barbárie: "O quadro converte-se numa manifestação da cultura na luta política, ou melhor dizendo, no símbolo da cultura que se opõe à violência: Picasso opõe a criação do artista à destruição da guerra».
Donde vem a genial monumentalidade que faz de Guernica uma obra tão singular? O seu poder advém da carga emotiva que possui. Efectivamente, o painel não representa o próprio acontecimento, o bombardeamento de Guernica, mas "evoca, por uma série de poderosas imagens, a agonia da guerra total". A destruição de Guernica foi a primeira demonstração da técnica de bombardeamentos de saturação, mais tarde empregue na II Guerra. Picasso já em fase pós-cubista, consegue aqui tornar o acto pictórico na narração objectiva da ideia que formou perante o acontecimento e da emoção que sentiu. Com ele,"a pintura carrega consigo o seu património de experiências emocionais" deixando de ser "um ideal abstracto de beleza formal ou de representação lírica da aparência visível".

Tecnicamente tudo em Guernica contribui para a transmissão de emoções avassaladoras a começar pelo uso da técnica de "collage" de que Picasso e Braque tinham sido pioneiros em 1911-12 e que o primeiro aqui retoma, já não "colando" objectos na superfície do quadro mas pintando como se fizesse colagens; com este Cubismo de Colagens cria-se um conceito de espaço pictórico radicalmente novo não criado por nenhum artifício ilusionista mas pela sobreposição dos "recortes" planos, neste caso especifíco em tons de preto e cinzento atravessados por claridades brancas, numa total ausência da cor, inexoravelmente evocativa da morte.

A par disso, Picasso recorre a formas dramáticas, violentas, a fragmentações e metamorfoses anatómicas que se por um lado criam figuras que não aderem a nenhum modelo "real", por outro exprimem toda a realidade e agonia da dor insuportável. A comprovar isso atente-se nas várias figuras que o pintor representa neste quadro que aparentemente livre, obedece contudo a um rigoroso esquema em termos de construção (imagine-se a tela dividida em 4 rectângulos, com um triângulo cujo vértice corresponde ao eixo vertical que a divide em duas partes iguais): a mãe chorando a morte do filho (descendentes da Pietà...) e o ameaçador touro de cabeça humana, no 1º rectângulo, o "olho" luminoso do candeeiro que derrama uma luz inóspita (no 2º), a mulher com a lâmpada na mão recordando-nos a Estátua da Liberdade, (no 3º) e o homem que em desespero levanta os braços ao céu (no 4º). Repare-se ainda no cadáver empunhando a espada partida (um emblema da resistência heróica) e o cavalo ferido que aparece no referido triângulo. O cavalo é à semelhança do touro uma figura saída da mitologia espanhola; representa o povo que agoniza sob o jugo opressor do touro, símbolo da brutalidade, das forças do mal.

consulta: internet

terça-feira, 15 de setembro de 2009

RAFAEL OLBINSKY - CARTAZES PARA ÓPERA

















Pintor surrealista, para consulta: www.tendreams.org/olbinski.htm.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

EMÍLIA NADAL






Natural de Lisboa cursou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e licenciou-se em Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1960. Dedica-se à pintura, desenho, gravura, objectualismo e cenografia para teatro e ballet.
Realizou numerosas exposições individuais e participou em importantes exposições colectivas e de grupo em Portugal e no estrangeiro. Está representada nas colecções do Museu de Arte Moderna do Porto-Serralves, do CAM- Fundação Gulbenkian, do Museu A. Moderna-Berardo, da CGD, do BCP, e em colecções particulares.
Preside à Direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Recentemente alvo de uma homenagem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CASA DAS HISTÓRIAS DE PAULA REGO

A prestigiada pintora Paula Rego vai ter o seu espaço em Portugal, onde exporá permanentemente cerca de 170 obras.

Trata-se da «CASA DAS HISTÓRIAS DE PAULA REGO», um novo museu em Cascais, da autoria de Eduardo Souto Moura. O projecto constitui-se num único edifício de diferentes volumes, tanto na forma como em altura, que se vão insinuando por entre as árvores. O museu tem salas de exposições permanentes e temporárias, auditório, livraria e bar. Vai ser inaugurado no dia 18 de Setembro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

EXPOSIÇÃO DE PINTURA UPP - GALERIA DA LIGA DOS COMBATENTES














QUADROS DOS MEUS COLEGAS: RIBEIRO, FERNANDO, ZÉ, JULIETA, MICHELE, ANOÉMIA, MANUELA BACELAR, MANUELA, HELENA, FERNANDA, ANA MARIA, MARGARIDA, AMÉLIA, ENTRE OUTROS.

sábado, 27 de junho de 2009

ROMANTISMO

AUTOR ? (REÚNE ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DO MOVIMENTO ROMÂNTICO)
FRIEDRICH - VIAJANTE OLHANDO UM MAR DE NÉVOAS

DELACROIX - LIBERDADE GUIANDO O POVO

TURNER - MAR DE TEMPESTADE