«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello
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domingo, 28 de novembro de 2010

AMIGOS

Todos os dias deveríamos ler um
bom poema, ouvir uma linda canção,
contemplar um belo quadro
e dizer algumas bonitas palavras.
Pensar é mais interessante
que saber, mas é menos
interessante que olhar.
GOETHE



Amigos são como cultivadores de ostras. Tem um oceano oculto no coração, onde guardam as pessoas queridas. E com as afinidades, as conversas, os sorrisos, a sabedoria de ler nas entrelinhas, lendo olhares e silêncios, vão tecendo pérolas. O coração é o cofre da alma, onde as pérolas são guardadas no mar do carinho e do afecto sincero. E no meu coração já tem essas pérolas formadas...
Helen Drumond

sexta-feira, 28 de maio de 2010

mourinho, ronaldo...CRISE!?....

Depois de passar os olhos nos jornais via Internet, constatei que está tudo igual, é sempre mais crise, mais polémica, mais do mesmo!...Li que os portugueses deviam sentir-se orgulhosos de ter o treinador, mais bem pago do mundo (Mourinho)

e um dos jogadores melhores, do mundo, (Cristiano Ronaldo), ambos com carreiras cheias de sucesso. Está bem, pode ser, mas se isso fosse a cereja em cima de um bolo de outros motivos de orgulho, era o ideal! Na realidade Mourinho e Ronaldo passam-me completamente à margem, não representam nada num contexto grave que se vive, sem fim à vista.

terça-feira, 2 de março de 2010

FELICIDADE

No livro, Tropeçando na Felicidade, Daniel Gilbert, escreve que as pessoas depois do dia mais feliz da sua vida, o casamento, só voltam a ser felizes quando os filhos saem de casa. O que me parece um grande disparate e bastante ultrapassado, nos tempos em que vivemos. Não sou consumidora de livros de entreajuda, porque considera que não há receita aplicável especificamente a uma pessoa e depois mesmo que se adopte algumas das receitas, é difícil cumpri-las. Cada pessoa terá a sua receita ou improvisa no momento. Esta questão da felicidade…para uns pode ser uma coisa mínima, para outros «tem que ser» uma coisa máxima! Felicidade pode ser um logro, porque muitas vezes o que nos faz feliz, em pouco tempo pode-nos fazer infeliz!... Com certeza, só quando deixamos de andar à procura de ser felizes é que somos felizes!... Possivelmente estamos felizes e não sabemos!... Pensamos sempre que fomos felizes ontem e que nunca somos felizes hoje!... Também podemos pensar que seremos felizes no futuro…Felicidade é um conceito muito subjectivo!...

FELICIDADE
Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.

Ser feliz é ser aquele.
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.

A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RECORDAÇÕES...

Li numa revista semanal, algumas excentricidades dos professores universitários nas aulas, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma aula num campo de ténis e obriga os alunos a levantar-se sempre que entra na sala de aula, Jorge Miranda vestia camisolas encarnadas quando o Benfica goleava, Vasco Rato já cantou numa aula o refrão de uma canção dos The Clash…
Isto fez-me lembrar alguns dos meus professore, mas não vou dizer nomes.

Tive um professor, que levava para aulas o seu cão, que ficava sentado numa cadeira ao seu lado, o mesmo para comprovar uma tese, andou a dançar aos saltos e a cantarolar ao longo do quadro. Uma outra professora, de História Medieval, muitas vezes trazia o aparelho e a música medieval e para ali ficávamos a olhar uns para os outros em silêncio, mas disfarçando a grande vontade de rir. Um outro professor que ensinava arte do séc. XIX, aparecia sempre meia hora depois do começo da aula e falava de programas televisivos, segundo dizia, era o que cativava os alunos, porque sobre a matéria de estudo não faltavam livros. Um outro professor, escrevia livros sobre a matéria que dava e depois no fim da aula dizia, se me quiserem acompanhar ao meu gabinete eu tenho lá livros sobre tudo que ensino e faço-vos um desconto, como mais valia também tínhamos direito a um autógrafo! E para finalizar, uma outra professora de História de Portugal Contemporâneo, nas frequências obrigava-nos a deixar os casacos e sacos junto ao quadro e, em cima da mesa só podíamos ter o bilhete de identidade, então passava o tempo de mesa em mesa a ver o BI, para ver se apanhava os «copianços». Ah falta o melhor, como na altura em que andei por lá, podíamos escolher disciplinas alternativas, duas por cada ano, um ano decidi ir para Estética, porque me disseram que o professor era excepcional. E era de facto, entrava e sentava-se na secretária e as aulas eram passadas em provocações filosóficas, mas na «oficina» evidentemente que não faltavam textos de apoio, da matéria a estudar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CARNAVAL...



Há muitos, muitos anos era eu uma criança...

Eu já não me lembro desta cena, nem sei a razão, foi a única vez que me fantasiaram e de vianense!...Pela fotografia o meu pai estava muito mais contente que eu. O que eu considero mais interessante é a rêpa em forma de bico...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

EU E A MINHA IRMÃ

Quando eu nasci, a nossa diferença de idade era significativa, em certas alturas do ano 10, noutras alturas 9. Em bebé devia ser a «boneca» dela. Quando me lembro da nossa vivência eu já teria 3 ou 4 e ela 13, 14…Nesta idade, tanto estávamos numa de «grande amor», como andávamos à sapatada e eu como era mais pequena tinha a condolência da mamã. Ela batia-me e eu desatava aos berros, a mamã vinha e ralhava-lhe, depois ela ficava furiosa e chamava-me parva, por fazer queixa. Embora mais velha ainda brincava com os meus brinquedos. Pela diferença de idade nunca fomos companheiras de escola. Eu dizia a brincar que ela era a minha mãe, porque achava a minha mãe muito velha! Lembro-me que quando começou a namorar, nessa altura namorava-se à entrada da porta, mas lá em casa havia uma pequena entrada, depois uma porta e depois o corredor que levava ao interior da casa, eu ia espreitar pelo buraco da fechadura, até nem me lembro de ver nada de especial! Quando ia sair com o namoro, eu ia de «pau-de-cabeleira» (não sei a proveniência deste dito), ia ao cinema, passear, ganhava uns livros infantis, sorvete, chocolates…
Quando a minha irmã casou eu tinha 13 anos e pronto saiu de casa, mas como logo desatou a ter filhos, voltamos a viver juntos. Cedo comecei a cuidar de crianças e a gostar muito de crianças. Quando a minha irmã ficou grávida do terceiro filho, deixou de trabalhar e voltamos a viver separados.
Fomos sempre bastante ligadas e éramos uma família unida, mas muito diferentes relativamente ao feitio, ela era e continua a ser uma «lady», eu brinco com ela chamando-lhe isso, mas ela não gosta nada. É uma pessoa muito senhora de si e eu sempre fui uma problemática «baldas», calças de ganga, t’shirt, blusão e muito de «ismos».
Casei bastante nova, com 19 anos, estive um tempo sem ter filhos e a «sobrinhada» andava sempre comigo e eu passava a vida em casa dela. Depois decidi ter filhos e ela deu-me uma coragem e um apoio extraordinários. Íamos muito ao cinema juntos. Foi a ver um filme de John Houston (estas coisas não se esquecem) que comecei a ter dores e ela «não te preocupes, vamos ver o filme, depois telefona-se à parteira». Toda a torcer-me lá aguentei!..Quando o filme acabou lá fomos para a Casa da Saúde, eu ela e o meu marido. Os dois assistiram ao parto e ela fazia mais força do que eu!..Quando nasceu a minha filha a cena foi similar, lá estiveram os dois. Estes momentos são marcantes e ela esteve comigo.
Outras situações foram ocorrendo, agradáveis e desagradáveis, mas a realidade é que com feitios muito diferentes, sempre estivemos juntas e continuamos.

sábado, 7 de novembro de 2009

AS MINHAS LEITURAS INFANTIS

Em determinado dia da semana, lá ia eu ao quiosque buscar as últimas novidades e apesar de ter vários «heróis», hoje lembro a banda desenhada da turma da Lulu e da Mónica. Vinha tudo em brasileiro e depois o resultado eram uns quantos erros na escola, alguns até perduraram.

(Não conheço o depois)
Luluzinha é uma menina muito esperta e teimosa, a sua idade é entre 8 a 10 anos e gosta de aprontar várias peripécias, principalmente manter na linha seu amigo Bolinha e a turma do clube dos meninos. Lulu nas horas vagas inventa histórias de aventura enquanto toma conta do terrível Alvinho. Nas histórias sempre usa cabelos aos cachos atrás e enrolados na frente, vestido e boina vermelhos, calção branco, e sapatos cor de caramelo.
País de origem - EUA
Janeiro/Fevereiro de 1948 (Comecei a ler uns bons anos depois)
Autor - John Stanley
Desenho - Irving Tripp, John Stanley













A Turma da Mónica foi criada por Maurício de Sousa no ano de 1959. Eu tinha uma preferência especial pelo Cebolinha, mas já nem sei porquê.

sábado, 10 de outubro de 2009

VOLTEI...

Depois de uma semana de reflexão, decidi voltar. O tempo não é muito e um blog exige tempo!.. Gosto de pesquisar, para depois escrever e gosto de ler sempre o que dizem os meus seguidores e comentar. DAR E RECEBER, é sempre um bom lema!..Não serei tão assídua...mas cá estarei...Até para contrariar os ratos que andam nos esgotos, não se vêem, mas eles são os portadores da peste, não se esqueçam!?...