«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Lembram-se do filme «Bonnie e Clyde?

É um filme de 1967, sobre a vida dos dois amantes e assassinos, Bonnie e Clyde, dirigido por Arthur Penn e com Warren Beatty e Faye Dunaway, no papel de Bonnie, foi um campeão de bilheteira, indicado a dez Oscars, conquistou dois e tornou-se um dos filmes mais emblemáticos do novo cinema americano, pela crueza das suas cenas.



Clyde Champion Barrow (Condado de Ellis, 24 de Março de 1909 – Bienville Parish, 23 de Maio de 1934), ladrão e assassino que aterrorizou o meio-oeste dos Estados Unidos no começo da década de 1930, chefiando uma quadrilha de assalto a bancos e postos de gasolina integrada por seu irmão Buck, pela sua namorada Bonnie Parker e por outros bandidos.
Nascido numa família pobre de pequenos fazendeiros, desde cedo Clyde começou envolvendo-se com a polícia e o crime. Aos 16 anos foi preso pela primeira vez ao fugir de um policial, devido a um carro que alugou e não entregou.
Mesmo conseguindo pequenos trabalhos entre 1927 e 1929, Clyde continuou praticando pequenos furtos em lojas de conveniência e roubando carros. Apesar de ser principalmente reconhecido como assaltante de bancos, a preferência de Clyde era por pequenos roubos.
De acordo com o historiador John Neal Phillips, e ao contrario da errónea imagem fria de Clyde, passada no clássico filme Bonnie & Clyde, o objectivo de vida de Clyde não era ficar famoso e rico assaltando bancos, mas vingar-se do sistema carcerário americano, pelos abusos que havia sofrido nas suas prisões. Segundo Phillips, ele na verdade se sentia culpado pelas pessoas que assassinava.
Depois de conhecer Bonnie Parker em 1930, Clyde, Bonnie, Buck e Blanche montaram a quadrilha conhecida como Barrow Gang e nos anos seguintes levaram o terror à população dos estados centrais dos EUA, assaltando e matando civis e policiais que se colocavam no seu caminho, até ser finalmente morto a tiros, junto com Bonnie dentro do carro que dirigiam, numa emboscada montada pela polícia numa estrada deserta da Louisiana em 23 de maio de 1934.

VIDA



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
 
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.


— Augusto Branco, no livro ‘VIDA: Já perdoei erros quase imperdoáveis’
Augusto Branco (Porto Velho, 23 de maio de 1980), pseudónimo de Nazareno Vieira de Souza, poeta e escritor brasileiro.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Harvey Bernard Milk


 (Woodmere, 22 de Maio de 1930 — São Francisco, 27 de Novembro de 1978) político e activista gay. Foi o primeiro homem abertamente gay a ser eleito para um cargo público na Califórnia, como supervisor da cidade de São Francisco. A política e o activismo gay não foram os primeiros interesses de Milk; ele não sentia necessidade de participar em causas. Isso revelou-se quando Milk se mudou de Nova Iorque para fixar residência em São Francisco em 1972, na levada de uma migração de homossexuais que se deslocaram, para o bairro Castro. Aí tirou vantagem do crescente poder político e económico do bairro para promover seus interesses, e candidatou-se sem sucesso três vezes para cargos políticos. As suas campanhas deram-lhe crescente popularidade, e Milk obteve um assento como supervisor da cidade em 1977, como resultado das mudanças sociais mais amplas que a cidade estava enfrentando.
Milk exerceu o mandato por 11 meses e foi responsável pela aprovação de uma rigorosa lei sobre direitos gays para a cidade. Em 27 de Novembro de 1978, Milk e o prefeito George Moscone foram assassinados por Dan White, outro supervisor da cidade. Conflitos entre as tendências liberais que foram responsáveis pela eleição de Milk e a resistência conservadora a essas mudanças, foram evidentes nos acontecimentos.
Apesar da sua curta carreira na política, Milk tornou-se um ícone em São Francisco e "um mártir dos direitos gays.

Em 2008 foi lançado o filme Milk, contando a trajectória de Harvey, da chegada a São Francisco, até à sua morte. Dirigido por Gus Van Sant, com Sean Penn no papel de Milk, recebeu oito indicações para o Oscar, das quais venceu na categoria melhor actor e melhor argumento.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Conto de fadas para mulheres do séc. XXI

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:  NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.



(Luís Fernando Veríssimo)

CITAÇÕES DO BARÃO DE ITARARÉ


Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé ( Rio Grande-1895 -- Rio de Janeiro-1895), jornalista, escritor, humorista e político. 

O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.
A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.
Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.
A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.
Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.
Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.
O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.
Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.
Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.
A televisão é a maior maravilha da ciência ao serviço da imbecilidade humana.
Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
O fígado faz muito mal à bebida.
Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo…
Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!
Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…
Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.
Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.
Quem não muda de caminho é trem.
A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

CICCIOLINA




"Meus seios nunca fizeram mal a ninguém, enquanto a guerra contra o Bin Laden causou milhares de vítimas."

"Eu não estou aqui simplesmente para mostrar meus seios. Eu estou aqui a favor dos pobres — não porque eu não tenha seios bonitos... mesmo hoje em dia. Mas não é necessário mostrá-los porque os pobres têm mais com o que se preocupar do que com meus seios.

Estranhas pessoas que vou conhecendo. Quando comecei a descobrir esse fenómeno que começou a encher as páginas das revistas e a aparecer nas televisões mostrando os seios, obviamente que pensei: que pessoa insólita! Nada tenho a ver com as artistas prono, cada um faz da sua vida o que quiser, logo que não seja coibida a isso!... Muito menos formulo qualquer juízo de valor, sobre andar a mostrar os seios de sítio em sítio, embora não esteja dentro dos meus critérios de avaliação de uma pessoa os seus dotes físicos se não existe uma formação como pessoa. Não dei muita importância ao caso Cicciolina, mas hoje, quando me apareceu pela frente o seu nome, fui ler a sua biografia e fiquei até surpreendida. Há um reverso, que é menos falado, da sua intervenção política como activista, mas para a maioria das pessoas ficará sempre em destaque a Cicciolina artista prono e a mulher exibicionista dos seus seios.
Cicciolina filiou-se, em 1979, na Lista del Sole, o primeiro partido ambientalista da Itália. Em 1985 mudou-se para o Partido Radical, fazendo campanha contra a energia nuclear e a OTAN, pelos direitos humanos e contra a fome no mundo. Cicciolina foi eleita para o Parlamento Italiano em 1987, representando o distrito de Lazio de Roma.
Ainda hoje continua politicamente activa, lutando pela causa de um futuro livre da energia nuclear e com absoluta liberdade sexual, incluindo o direito ao sexo nas prisões. Ilona é contra todas as formas de violência, incluindo a pena de morte e o uso de animais em testes científicas, é a favor da legalização das drogas, contra censura de qualquer tipo, a favor da educação sexual nas escolas e informação directa e objectiva no que diz respeito à SIDA. Cicciolina propôs um imposto aos automóveis para reduzir os danos causados pelo fumo, criando um fundo para defesa da natureza.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mae West (Bushwick, 17 de Agosto de 1893 — Los Angeles, 22 de Novembro de 1980)

Mary West  Começou aos 5 anos a trabalhar no teatro. Estudou bailado, atuou em espetáculos de variedades e em 1918 lançou o tipo de dança "shimmy", que alcançou grande popularidade nos anos 1920. 
 Desde o começo da carreira, ela já chamava atenção com sua voz quebrada, a silhueta de formas pronunciadas e a atitude provocante. Converteu-se em pouco tempo no que se chama uma "estrela".
Sua consagração teatral veio em 1926, com a peça "Sex", de sua autoria. A peça narra a história de uma prostituta do porto de Nova York. Tanto o texto quanto a forma de actuar de Mae West eram de tal forma insólitos para a época, que os jornais se negaram a dar publicidade à obra. Apesar disso, o espectáculo resistiu a 375 apresentações com a casa lotada, até que a Sociedade para a Supressão do Vício conseguiu retirar a peça de cartaz. A autora foi condenada a 8 dias de prisão, por "corromper a juventude".
Em 1928 escreveu "Diamond Lil", que mais tarde se converteria em um filme com a descoberta de Cary Grant por Mae West. 
No ano de 1932 chegou a Hollywood com um contrato da Paramount de 5000 dólares por semana. Trabalhou sucessivamente em "Night After Night", "She Done Him Wrong" (que bateu todos os recordes de bilheteria) e em "I'm No Angel", todos filmes sem mensagens substanciais e de cujos roteiros participou, que destacavam seu "toque" sexy.
Durante todo esse período, o mito de Mae West, languidamente estendida num sofá, ou envolvida por uma pele branca de raposa com um pródigo decote e uma das mãos apoiada na cadeira, invade a América.
 Seu nome lembra o pecado tal como ele era concebido pela puritana América da época.
Os anos 1950 e a modificação da imagem da mulher, motivaram que Mae West se afastasse do cinema. Porém não do show business. Organizou então uma turnê por night-clubs, onde cantava os seus êxitos de antes da guerra, cercada por jovens embevecidos muito mais por suas expressões corporais, do que pelo seu talento.

·         "Subtracção aritmética é deixar com 2 dólares um homem que tem uma nota de 100."
·        "O casamento é uma grande instituição, mas eu não estou preparada para as instituições".
·         "Quando sou boa, sou óptima
. Quando sou má, sou melhor ainda!"
·         "Entre dois males, escolho sempre aquele que nunca experimentei"
·         "Errar é humano, mas faz você se sentir divino"
·         "Você nunca será muito velho para ficar mais novo"
·         "Garotas boas vão para o céu, as más vão para todo lugar"



Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de Julho de 1894 — Los Angeles, 22 de Novembro de 1963)


Aldous Huxley, escritor inglês. Passou parte da sua vida nos Estados Unidos, e viveu em Los Angeles de 1937 até a sua morte, em 1963. Mais conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias,literatura de viagem e guiões de filmes.
Foi um entusiasta do uso responsável do LSD como catalisador dos processos mentais do indivíduo, em busca do ápice da condição humana e de maior desenvolvimento das suas potencialidades.

"O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o supra-sumo do bom-senso – isto é, rigidamente precisa na sua observação e inimiga da lógica falaciosa."

"Os provérbios são sempre chavões até experimentar a verdade contida neles."

"Da sua experiência ou da experiência gravada de outros (história), os homens aprendem somente o que suas paixões e seus preconceitos metafísicos lhes permitem."

"As palavras nos permitiram elevar acima dos brutos; mas é também pelas palavras que não raro descemos ao nível de seres demoníacos."

"O charme da história e sua lição enigmática consiste no fato de que, de tempos em tempos, nada muda e mesmo assim tudo é completamente diferente".




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

FEDRA

FEDRA - Alexandre Cabanel

Na mitologia, Fedra é a filha de Minos (rei de Creta) e Pasífae (filha de Helio, mãe do Minotauro), irmã de Ariadne, Deucalião e Catreu.
Deucalião, rei de Creta, como sucessor do irmão mais velho Catreu, decide que ela se casará com Teseu (rei de Atenas), que, segundo algumas versões, já era casado com uma amazona (Antíopa, Hipólita), a quem aparentemente tinha raptado. No dia da boda entre Teseu e Fedra, irrompeu uma guerra com as Amazonas, e estas foram derrotadas.
Antíopa e Teseu teriam tido um filho, Hipólito. O jovem era muito formoso gostava muito de seu pai.
Fedra, que estava na solidão com seu marido viajando, apaixonou-se perdidamente por Hipólito. Ao chegar a casa, Hipólito, que procurava seu pai não o encontrou e Fedra aproveitou a chance e convidou-o a ir caçar. Ao chegar na floresta eles se separaram do grupo e Fedra se jogou aos braços de Hipólito, sendo que ele se afastou não deixando-a chegar perto e foi embora. Fedra, enquanto Hipólito ia embora, tecia uma corda e amarrou-a numa árvore e outra ponta no seu pescoço, assim se jogou da árvore se matando.

sábado, 2 de novembro de 2013

Maria Antonieta

Maria Antonieta, dizia-se, perguntou durante um passeio que deu com seu cocheiro, por que razão toda aquela gente parecia tão desgraçada. "Majestade, não há pão para comer." (As más colheitas de 1789 haviam feito com que o preço do pão aumentasse de forma vertiginosa.) Ao que Maria Antonieta respondeu: "Se não têm pão, que comam brioches".
Anedota que exemplificava a altivez cínica e desarmante da Rainha, espalhou-se com a rapidez de um raio. O mais provável é que Maria Antonieta nunca tenha dito semelhantes palavras. Não obstante, na França de 1789, todos pensavam que este comentário cínico só podia ter saído da boca de Maria Antonieta. Por todo o país a rainha foi insultada em panfletos e obras de teatro, chegando mesmo a dizer-se que mantinha relações incestuosas com o filho.
Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburg-Lothringen ou Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine) (Viena, 2 de Novembro de 1755 - Paris, 16 de Outubro de 1793) arquiduquesa da Áustria casou, com quatorze anos, com o então delfim de França (que subiria ao trono em maio de 1774 com o título de Luís XVI, numa tentativa de estreitar os laços entre os dois inimigos históricos.
Detestada pela corte francesa, onde era chamada L'Autre-chienne, Maria Antonieta também ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de perdulária e promiscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.
Depois da fuga de Varennes, Luís XVI foi deposto e a monarquia abolida em 21 de Setembro de 1792; a família real foi posteriormente presa na Torre do Templo. Nove meses após a execução de seu marido, Maria Antonieta foi julgada, condenada por traição, e guilhotinada em 16 de outubro de 1793.
Após sua morte, Maria Antonieta tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários livros e filmes. Alguns académicos e estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento frívolo e superficial, atribuindo-lhe o início da Revolução Francesa; no entanto, outros historiadores alegam que ela foi retratada injustamente e que as opiniões ao seu respeito deveriam ser mais simpáticas.