quarta-feira, 31 de julho de 2013
Primo Levi (Turim, 31 de Julho de 1919 — Turim, 11 de Abril de 1987)
Primo Levi (Turim, 31 de Julho de 1919 — Turim, 11 de Abril de 1987), químico e escritor italiano. Escreveu memórias, contos, poemas, e novelas. É mais conhecido pelo seu trabalho sobre o Holocausto, por ter sido prisioneiro em Auschwitz-Birkenau. O seu livro, Se Isto É um Homem. é considerado um dos mais importantes trabalhos memorialista do século XX.
sábado, 20 de julho de 2013
Francesco Petrarca
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| PETRARCA |
Pesquisador e filólogo, divulgador e escritor, é tido como o "pai do Humanismo". O nome de Petrarca está associado de maneira indissolúvel ao de Laura, a mulher amada que ele canta em Rerum vulgarium fragmenta (Fragmentos em língua popular), mais conhecidos pelo nome de Il Canzoniere.
III
Se a minha vida do áspero tormento
E tanto afã puder se defender,
Que por força da idade eu chegue a ver
Da luz do vosso olhar o embaciamento,
E o áureo cabelo se tornar de argento,
E os verdes véus e adornos desprender,
E o rosto, que eu adoro, empalecer,
Que em lamentar me faz medroso e lento,
E tanta audácia há de me dar o Amor,
Que vos direi dos martírios que guardo,
Dos anos, dias, horas o amargor.
Se o tempo é contra este querer em que ardo,
Que não o seja tal que à minha dor
Negue o socorro de um suspiro tardo.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Rubem Alves: A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: "Os Três Reis" (Loyola) e "Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual" (Papirus).
Site: www.rubemalves.com.br
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: "Os Três Reis" (Loyola) e "Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual" (Papirus).
Site: www.rubemalves.com.br
quinta-feira, 6 de junho de 2013
AMADEU BAPTISTA - XXIX Prémio de Poesia, Cidade de Ourense.
BILLIE HOLIDAY: SOLO
Não tenho mais visões, não tenho obsessões,
sigo a trompete apenas, a ternura
é esse outro lado das coisas em que me perco
porque nada mais me chama e nada mais
revejo no lentíssimo torpor que pelas veias
senti outrora num azul imenso
que mais do que tocar-me me esvaía
no inferno do mundo e em seus ramais
de pura nostalgia, tristeza e desencanto.
Só ergo agora a voz para esquecer
e ter o olhar toldado para as coisas
que como grito lancinante escuto no silêncio
enquanto outras vozes me chamam,
outros indícios me vêm perturbar
quando pressinto a noite antíquissima
em que se esconde o sobressalto da serenidade
do meu tempo. Nem já a sombra aguardo
ou o sentido destes brilhos espessos,
estas chamas que consomem o meu corpo
e a minha alma no mistério de tudo
e no liminar enigma que adensa nos outros
os sentidos, certa atenção venal, um
desespero
que em fumos e rastros me pergunta
por esta vida que já não é minha
e no coração recebo como salvação e ruína.
Sigo a trompete, o subtil sinal da despedida.
Só ergo agora a voz para esquecer.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
LER É ESPERAR O MELHOR – Valter Hugo Mãe
«As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem.
Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir…./…Os livros são
família directa dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são
da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam,
como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar
que não se vê.
As bibliotecas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas
a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem seja
merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até
com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e
vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro
do livro tem assuntos importantes a tratar. Precisamos de estar sempre atentos.
Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho».
segunda-feira, 27 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Eleanor Roosevelt
A propósito do filme, «Hyde Park on Hudson», que vi recentemente e me fez entrar no universo de Franklin Delano Roosevelt, um presidente americano com carisma, que vivia rodeado de amantes. A mulher era Eleanor Roosevelt.
Eleanor, era considerada feia, mas invejavam-lhe a fama e com certeza o humor e o bom senso.
Pode dizer-se que ela inaugurou o lugar de primeira-dama, pela intervenção social que teve à margem do marido. Nada do que fez será revolucionário nos tempos de hoje, mas na altura tomou atitudes que deixaram perplexo todo o Ocidente.
Cedo se envolveu em defesa dos direitos das pessoas mais pobres e dos negros, investigando as condições de vida nos bairros operários. Ela andava pelos bairros pobres e pelos guetos, não como alguém que faz uma inspecção, mas como alguém que não pode sentir-se bem quando há outros que passam fome.
Para Eleanor «uma política económica que não considere o bem-estar de todos não serve os propósitos de paz e o crescimento do bem-estar entre os povos de todas as nações». Uma das suas citações conhecidas é: «Ninguém pode fazer-te sentir inferior, a menos que tu deixes».
Eleanor tinha uma táctica: se algo não lhe agradasse e não fosse verdadeiramente importante, preferia ignorar. Uma táctica que desarmava as pessoas, que era pacifista, discreta e certeira. Assim agiu relativamente ao marido e à sogra, que considerava que nenhuma mulher era digna do seu filho.
Depois da morte do marido, foi convidada pelo Presidente Truman como membro da delegação americana nas Nações Unidas, para a elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
«Todos conhecemos pessoas que têm tanto medo de sofrer que se fecham nas suas conchas e, sem darem nada, também nada recebem, e ali ficam a mirrar até que a vida é apenas uma morte viva» Eleanor Roosevelt
Eleanor, era considerada feia, mas invejavam-lhe a fama e com certeza o humor e o bom senso.
Pode dizer-se que ela inaugurou o lugar de primeira-dama, pela intervenção social que teve à margem do marido. Nada do que fez será revolucionário nos tempos de hoje, mas na altura tomou atitudes que deixaram perplexo todo o Ocidente.
Cedo se envolveu em defesa dos direitos das pessoas mais pobres e dos negros, investigando as condições de vida nos bairros operários. Ela andava pelos bairros pobres e pelos guetos, não como alguém que faz uma inspecção, mas como alguém que não pode sentir-se bem quando há outros que passam fome.
Para Eleanor «uma política económica que não considere o bem-estar de todos não serve os propósitos de paz e o crescimento do bem-estar entre os povos de todas as nações». Uma das suas citações conhecidas é: «Ninguém pode fazer-te sentir inferior, a menos que tu deixes».
Eleanor tinha uma táctica: se algo não lhe agradasse e não fosse verdadeiramente importante, preferia ignorar. Uma táctica que desarmava as pessoas, que era pacifista, discreta e certeira. Assim agiu relativamente ao marido e à sogra, que considerava que nenhuma mulher era digna do seu filho.
Depois da morte do marido, foi convidada pelo Presidente Truman como membro da delegação americana nas Nações Unidas, para a elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
«Todos conhecemos pessoas que têm tanto medo de sofrer que se fecham nas suas conchas e, sem darem nada, também nada recebem, e ali ficam a mirrar até que a vida é apenas uma morte viva» Eleanor Roosevelt
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Hemingway & Gellhorn, filme de Philip Kaufman, com Clive Owen Nicole Kidman ....
Hemingway, Marty Gellhorn, o fotógrafo Robert
Capa, o escritor John dos Passos e uns quantos e muitos, partem para Espanha,
que se encontrava em situação de Guerra Civil, para fazer um filme contando e
mostrando ao mundo as atrocidades que por lá estavam a acontecer, assim como
contribuir para defender o governo eleito. De 1936 a 1939 morreram milhares, da
forma mais brutal.
Hemingway acabou por casar com Marty,
uma correspondente de guerra destemida! Enquanto Hemingway pretendia uma mulher
que cuidasse de si, Marty a partir da Guerra Civil em Espanha estaria em todas
as frentes de guerra, Guerra Russo-Finlandesa e a Segunda
Guerra Sino-Japonesa….a sua vida tinha esse objectivo,
apesar de amar o marido.
« O pior inimigo do amor, não é o
ciúme é o tédio».
Sobre a Guerra Civil em Espanha,
Hemingway escreveu «POR QUEM OS SINOS DOBRAM»!
«O homem pode ser derrotado, mas não
destruído. Se ele puder levantar-se, ainda pode lutar».
terça-feira, 7 de maio de 2013
Georges Bernanos
QUEM É GEORGE BERNANOS?
Georges Bernanos (Paris, 20 de fevereiro de 1888 — Neuilly-sur-Seine, 5 de julho de 1948) foi um escritor e jornalista francês.
Se quiser saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_Bernanos
"O inferno é não se amar mais. Enquanto estamos vivos,
podemos nos iludir, acreditar que amamos por nossas próprias forças, que amamos
sem Deus. Mas nos assemelhamos aos loucos, que estendem os braços para o
reflexo da lua na água..."
"Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade".
domingo, 28 de abril de 2013
SINHÁ OLYMPIA A PRIMEIRA HIPPIE DO BRASIL, SEGUNDO RITA LEE
Olympia Angélica de Almeida Cotta, (Santa Rita Durão, distrito de Mariana, 1889 — Ouro Preto, 1976), mais conhecida como Sinhá Olímpia, foi o caso da mais célebre mendiga e andarilha que viveu em Ouro Preto, mulher que deliberou que aos 40 anos seria a rua o seu espaço vital. De cigarro na boca e cajado, ornamentada com chapéus exóticos de todo o mundo e com um magnifico amontoado barroco de roupas e acessórios, Olympia encantava turistas, estudantes, artistas, com histórias efabuladas que revelavam uma imaginação rara e uma educação refinada. Circulava pelas ruas contando estórias, pelas quais pedia algum dinheiro em troca. Foi considerada por Rita Lee a primeira hippie do Brasil e transformou-se em musa de Carlos Drumond de Andrade e de Milton Nascimento.
Dizia-se noiva de Dom Pedro II, colaboradora de Tiradentes e amante de Chico Rei. OLympia foi capa da revista Time e foi fotografada por Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir
Filha de pai rico, Sinhá Olympia apaixonou-se na juventude por um farmacêutico pobre e foi proibida de viver o romance. Contam até que o rapaz, pouco tempo depois, faleceu de tristeza. Daí o motivo da sua loucura.
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