«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ACONTECIMENTOS DO ANO 2008 -ESTRANGEIRO















NO ESTRANGEIRO:
A eleição de Barak Obama (um homem que já mudou os EU e promete mudar o mundo...), a crise financeira (difícil de perceber!), a falência de Lehman Brohthers e o caso Madoff (como é possível?), a invasão da Ossétia do Sul (uma tragédia!), o atentado em Bombaim (terrorismo é quando um homem se torna bicho!), os jogos olímpicos (um espanto e uma provocação!), a prisão de Karadzic, os sapatos contra Buch ( o fim da «macacada»), o atentado em Dili contra Ramos Horta (situação complicada!), a independência no Kosovo (tinha que ser?), a libertação de Ingrid Bettancourt (enfim aconteceu!), o caso Joseph Fritzl (um horror!), o casamento de Sarkozy (diversão em cheio!), a comprovação científica que o degelo no Árctico é irreversível (preocupante), o Zimbabwe (admite-se isto?), o petróleo (o sobe e desce), o genocídio no Darfur (terrível!), a revolta dos estudantes gregos (situação para reflectir).

ACONTECIMENTOS DO ANO 2008 - PORTUGAL

O primeiro culpado da situação que se vive em Portugal é obviamente José Sócrates, é muito controverso este Primeiro-Ministro, conseguiu ocupar grande espaço de acção da economia capitalista, em detrimento dos aspectos sociais mais preocupantes e a consequência foi: aumento do desemprego, da contestação, da criminalidade, da insegurança. Um homem de «bluff», difícil acreditar no que promete. Devido à forma como tem governado esmagou os partidos mais à direita do PS e os partidos mais à esquerda podem barafustar muito, mas não tiram o sono a Sócrates. Será em novas eleições de novo Primeiro Ministro, não por mérito, mas porque a classe política está tão sem prestígio, que no mau que existe ele ainda é o melhor. Obviamente que eu considero, que ele não vai ter maioria.






Relativamente a Vitor Constâncio, também o considero outro dos culpados da situação caótica financeira, que se vive em Portugal. Para mim ganha demais e deve passar muito pelas «brasas», uma situação que deve ser conveniente.
Várias acontecimentos se podem destacar:

A luta dos professores (Maria de Lurdes Rodrigues), a crise financeira (a que tinhamos e a que veio), a crise BCP (Jardim Gonçalves), o escândalo BPN (o intocável Dias Loureiro) e BPP (Júlio Rendeiro) [coitados dos riquinhos!], a crise no PSD (Manuela Ferreira Leite), o Carjaking, o desemprego (sempre a crescer), o aumento das taxas de juro (um «buraco» para muitas famílias), o caso Esmeralda (controverso), o processo casa Pia (nunca mais!), Santana Lopes candidato à Câmara de Lisboa (a imbecilidade continua...), o Magalhães (que grande trêta!), a greve dos Camionistas (combustíveis sempre a subir), a ameaça de cisão no PS (Manuel Alegre), o assalto ao BES, Fátima Felgueiras (o crime compensa), a prisão de Oliveira Costa (tanto tempo a «gamar»!), a construção de um novo aeroporto (Mário Lino «jamais»), aumento da violência e consequentemente da insegurança).

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

AUSTRÁLIA

REALIZAÇÃO: BAZ LUHRMANN
INTERPRETAÇÃO: NICOLE KIDMAN - HUGH JACKMAN
Um épico, que faz pensar em filmes de outros tempos.
Tem amor, raiva, inveja, ciúme, ódio, vingança, mistério, magia, racismo, beleza, tragédia, violência...enfim é um leque muito variado de sentimentos, que provocam as consequentes emoções. Luhrmann meteu-lhe todos os condimentos para agradar ao grande público, já em filmes anteriores, O Amor de Shakespeare e Moulin Rouge, tinham por base os mesmos vectores.
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Lady Ashley parte de Inglaterra à Austrália, onde seu marido se encontra há um
ano, explorando o negócio de gado. Quando lá chega, o marido tinha sido morto por um concorrente, que pretendia monopolizar o negócio. Ashley através de um miúdo mestiço e dos seus criados, resolve fazer o que o marido tinha em mente, levar o gado até Darwin, para embarcar o seu gado, vendendo-o antes do seu concorrente. Contrata um vaqueiro, um homem rude, que preza muito a liberdade que tem, mas que acaba por aceitar ajudá-la nessa tarefa. Pelo caminho são sujeitos às mais difíceis complicações, mandadas executar pelo seu rival. É nesta viagem, que os antagonismos entre Lady Ashley e o vaqueiro se atenuam e acabam por se apaixonar. Neste trauma todo, não se pode esquecer o miúdo mestiço, que é perseguido pela polícia, para ir para um internato e a quem Lady Ashley muito se dedica.
Conseguem embarcar o gado e suscitar o ódio do se concorrente, que tudo vai fazer, para lhes prejudicar a vida.
Instalam-se na quinta de Lady Ashley, mas entretanto a Austrália tem conhecimento, que vai ser invadida pela aviação japonesa. A confusão instala-se e os três por circunstâncias diferentes ficam separados, o miúdo é preso e enviado para uma ilha, o vaqueiro vai de barco tentar resgatá-lo e lady Ashley trabalha num serviço social, até que há o grande bombardeio aéreo e separados uns dos outros, temem pela morte dos mesmos, mas tudo acaba bem, os três encontram-se e os maus são castigados.
Isto é uma forma de contar o filme de uma forma simplista.
Relativamente à interpretação, Nicole Kidman, que faz de Lady Ashley, não convence, não tem estofo para um papel tão dramático.

PETRA - MARAVILHA DO MUNDO


Petra (do grego "petrus", pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é um importante enclave arqueológico na Jordânia.
A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínio edomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., Edom foi colonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), o que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.
O ano 312 a.C. é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus no enclave de Petra e da nomeação desta, como sua capital. Durante o período de influência helenística dos Selêucidas e dos Ptolomaicos, Petra e a região envolvente floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais.
Devido aos conflitos entre Selêucidas e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controlo das rotas de comércio entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira.
O estilo arquitectónico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza activa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ.
Entre os anos 64 e 63 a.C., os territórios Nabateus foram conquistados pelo general Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha para reconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Contudo, após a vitória, Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus, sendo as suas únicas obrigações, o pagamento de impostos e a defesa das fronteiras das tribos do deserto.
No entanto, em 106 d.C., Trajano retirou-lhes este estatuto, convertendo Petra e Nabateia em províncias sob o controlo directo de Roma (Arábia Petrae). Adriano, seu sucessor, rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio.
Em 313 d.C., o Cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano, o que teve as suas repercussões na região de Petra.
Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até 363, ano em que um terramoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após este acontecimento muitos dos edifícios "antigos" foram derrubados e reutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifícios públicos.
Em 551, um segundo terramoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra não conseguiu recuperar desta catástrofe, pois a mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.
As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia .
Em 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.
Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contracto com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas. Em 2007, foi eleita em Lisboa, uma das Novas sete maravilhas do mundo
.

ANDRÉ PAUL GIDE (1869-1951)


Escritor francês, vencedor do Prémio Nobel de Literatura de 1947. Oriundo de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française. Gide não somente era homossexual assumido, como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, tendo escrito e publicado, entre 1910 e 1924, um livro destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo, Corydon.
Liberdade e libertação, recusando restrições morais e puritanas, a sua obra articula-se ao redor da busca permanente da honestidade intelectual: como ser igual a si mesmo, ao ponto de assumir a sua pederastia e a sua homossexualidade, sem nunca deixar de respeitar os valores em que se acredita. Entre as suas obras mais importantes estão, Os frutos da terra, a já mencionada Corydon, A sinfonia pastoral, O imoralista e Os moedeiros falsos.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918)


Este ano decorreram 90 anos, sobre uma das decisivas batalhas da Primeira Guerra, a batalha de La Lys, que teve a participação do Corpo Expedicionário Português.
Em miúda o meu pai levava-me ao Jardim Carlos Alberto, para assistir às cerimónias, junto à estátua do Soldado Desconhecido. O meu pai esteve para participar nesta guerra, o que lhe valeu foi ter contraído a febre amarela.
Portugal quis participar nesta guerra, para preservar as colónias em África e principalmente manter a UNIDADE REPUBLICANA, porque a nossa república passava por tempos muito conturbados. Entramos na guerra sem condições, os militares além de mal preparados e mal pagos, não eram substituídos e a guerra tornou-se desgastante, na medida em foi uma guerra de trincheiras, de um lado e do outro se abriam trincheiras e os soldados ficavam ali meses à espera, que um ou outro atacassem, em condições físicas, devido à lama, à chuva e ao frio sobre humanas. Os portugueses, numa altura em que esperavam ser substituídos, depois de muitos meses enterrados nas trincheiras, tiveram um ataque surpresa alemão, que foi o fim do Corpo Expedicionário Português.
No fim da guerra, a Alemanha saiu vencida e teve que pagar uma grande factura, essa humilhação, mais tarde vai motivar a Segunda Guerra.
Portugal estava entre os vencedores, no entanto se preservou as Colónias, nada ganhou com a guerra, o país ficou endividado e a coesão da república ficou seriamente comprometida, seguiram-se motins, vários golpes de estado e por fim a ditadura.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

CRISTO REDENTOR (OUTRA MARAVILHA DO MUNDO)


O Cristo Redentor, é uma estátua de Jesus Cristo localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizada no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Dos seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado em 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo, a estátua tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente, do o Rio e do Brasil. Em 2007, em Lisboa, foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo. A decisão, após um concurso informal, foi baseada em votos populares (internet e telefone). Todavia, o concurso não possui o apoio da UNESCO, que apontou a falta de critérios científicos para a escolha das maravilhas.
EU NÃO CONCORDO QUE CRISTO O REDENTOR, ESTEJA INCLUÍDO NAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO E NÃO É POR QUESTÕES RELIGIOSAS, É APENAS POR CONSIDERAR, QUE HÁ OUTRAS MARAVILHAS COM MAIS VALOR.

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A construção de um monumento religioso no local, foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre Pedro Maria Boss, à Princesa Isabel. No entanto, apenas se retomou a ideia em 1921, quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do centenário da Independência.
A construção do Cristo Redentor ainda é considerada um dos grandes capítulos da engenharia civil brasileira. O dono do projecto levou a vida inteira construindo a estátua, erguida em concreto armado e revestida de pedra-sabão, originária do próprio pico do Corcovado.
A pedra fundamental da estátua foi lançada em 1922, mas as obras somente foram iniciadas em 1926. Das várias pessoas que colaboraram para a realização do monumento, podem ser citados o engenheiro Heitor da Silva Costa (autor do projecto escolhido em 1923), o artista plástico Carlos Oswald (autor do desenho final do monumento) e o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski (executor dos braços e do rosto da escultura).
Em 1937 o monumento passou para o Instituto do Património Histórico Nacional e teve obras de recuperação em 1980, quando da visita do Papa João Paulo II, e novamente em 1990. Outro conjunto de obras importantes foi feito em 2003, quando foi inaugurado um sistema de escadas rolantes e elevadores para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva a estátua.
Houve uma reacção adversa à construção, do Cristo Redentor. Motivou acaloradas discussões, entre católicos e protestantes, os líderes da Igreja Baptista eram contrários à construção do mesmo, que dava grande realce à religião Católica e a Roma, chegando a propor que o dinheiro arrecadado fosse usado na construção de uma obra beneficente.
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Portugal possui uma escultura similar junto à foz do Rio Tejo, na sua margem sul, na cidade de Almada. A estátua, virada para Lisboa, foi inaugurada em 1959 e constitui o melhor miradouro da capital portuguesa. O monumento, designado por Cristo-Rei, é uma das mais altas construções de Portugal, com 110 metros de altura.

EUGENE O'NEIL (1888-1953)



Dramaturgo norte americano. Prémio Nobel de Literatura e quatro vezes vencedor do Prémio Pulitzer, a última vez póstumamente.
O’Neil introduziu nas suas peças um realismo dramático, que já tinha sido iniciado, por Anton Tchekov, Henrik Ibsen e August Strindberg. As suas personagens vivem nas margens da sociedade, lutando para manter as suas esperanças e aspirações, mas acabando desiludidas e desesperadas.

O seu pai era actor de teatro, mas tinha crescido na miseria absoluta, a sua mãe, era uma filha dedicada e frágil de um pai rico, que morreu quando ela tinha 17 anos. Eugene nasceu num quarto de hotel da Broadway, em Nova Iorque, mas a sua infancia ficou ligada a Connecticut. A sua familia tinha uma propriedade nessa cidade. Devido à profissão do seu pai, a sua vida passava-se entre teatros e hoteis, de uma terra para a outra. Com 7 anos foi para um internato católico e encontrou como único consolo a leitura. Estudou depois na Universidade de Princeton e teve simultaneamente muitos empregos precários. Depois o pai mudou-se para as Honduras, na corrida ao ouro e a seguir para Buenos Aires. Teve uma depressão, que o levou ao alcoolismo. Os seus país e o seu irmão Jaime, devido ao alcóol, morreram todos num prazo de três anos. Eugene, para se evadir dessa triste realidade dedicou-se à escrita.
Eugene ligou-se a uma companhia de teatro de amadores, que representaram algumas das suas primeiras peças e obteteve um emprego no, New London Telegraph de Connecticut. Decidiu dedicar-se a escrever peças de teatro a tempo inteiro, depois da sua experiencia em Gaylord Farms Sanatorium, onde entrou por ter contraído a tuberculose. Durante os anos 1900, O'Neill frequentou a vida literaria em Greenwich Village, onde se reunia com muitos amigos radicais, entre eles John Reed, fundador do Partido Comunista dos Estados Unidos. O'Neill também manteve nessa época um romance com a esposa de Reed, a escritora Louise Bryant. (O'Neill foi interpretado por Jack Nicholson, no filme de 1981, Reds, sobre a vida de John Reed, onde representa o anticomunismo e a sobriedade). Em 1914 começou a estudar arte dramática em Harvard.
A primeira representação de uma obra de O'Neill, Beyond the Horizon , na Broadway en 1920, foi um êxito absoluto e ganhou o Premio Pulitzer. As suas obras mais conhecidas são: Desire under the Elms, Strnge Interkude (segundo Pulitzer), Mourning Becomes Electra , (Influência do drama grego), The Great God Brown , (confronto entre um poeta e um racionalista), e a sua única comédia Terras Virgens , uma melancólica reescrita da infancia, que gostaria de ter tido. Em 1936, obteve o Premio Nobel de Literatura. Depois de uma pausa de quase uma década, escreveu, The Iceman Cometh, em 1946. No ano seguinte, A Moon for the Misbegotten , que foi um fracasso. Só foi considerada a melhor das suas obras, dez anos depois.
O'Neill, casou-se várias vezes, a sua dedicação à escrita, provocava detioração nas suas relações. Em 1943 O'Neill desautorizou a sua filha Oona, fruto do seu segundo casamento, por ter casado, com Charles Chaplin, porque ela tinha 17 anos e ele 54. Nunca mais a quis ver. Apesar da diferença de idade Oona e Chaplin, tiveram oito filhos. As suas relações com dois dos seus filhos também não foram boas, tanto Eugene O'Neill Jr., como Shane O'Neill, se suicidaram. O’Neil sofreu de vários problemas de saúde (entre eles o alcoolismo) e nos últimos anos contraíu a doença de Parkinson, que lhe provocava tremores nas mãos e o impediu de escrever, nos últimos dez anos da sua vida. Tentou ditar, mas não resultava. O'Neill morreu num estado avançado da doença de Parkinson, num quarto do hotel Sheraton em Boston, com 65 anos.
Apesar de ter dado instruções para que as suas obras só fossem publicadas 25 anos depois da sua morte, tal não aconteceu, foi publicada a sua obra autobiográfica, Longday's Journey info Wight , sobre um dia dia da vida de uma familia problemática. Esta obra foi logo aclamada pela crítica e hoje é considerada a sua obra prima. Outras obras publicadas póstumamente foram: A Touch of the Poet e More Stately Mansions. Com parte do dinheiro gerado por essas obras e seguindo instruções testamentárias foi instituído o Premio O’Neill, que é dado todos os anos pelo Teatro Real Dramático (conhecidocido como Dramaten) da Suecia, O’Neil queria desta forma, agradecer ter sido premiado com o Prémio Nobel.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

LOBO ANTUNES, sempre um potencial candidato ao Prémio Nobel, recebeu ontem o Prémio Clube Literário do Porto, no valor de 25.000 euros (este ano em prémios já ganhou 260 mil euros). Na sua intervenção, disse que em Portugal, os livros são extremamente caros, comparativamente a países onde se vive melhor, como a Alemanha, a Holanda e a Noruega. Esta declaração, pôs os editores em «polvorosa». Eu estou plenamente de acordo com o escritor e como gosto muito de ler, se de vez enquanto compro um livro, também recorro bastante ao empréstimo, às feiras que normalmente não têm nada de interesse e aos alfarrabistas. Foi muito através dos alfarrabistas, que alimentei o meu gosto da leitura.

CIRCO

O circo é para mim um espectáculo fascinante e isto já vem de quando eu era criança. Nessa altura, tive oportunidade de ver grandes companhias de circo, que vinham ao Porto contratadas pelo conhecido empresário Rocha Brito, uma pessoa muito janota, sempre com uma flor branca na lapela. Lembro que no Porto, existiam figuras muito carismáticas e que o seu pólo de encontro era o Café Brasileira. Esse tempo já passou há muito e hoje o circo todos os anos vem no Natal, mas é repetitivo e já muito ultrapassado, com o que se faz actualmente noutros sítios. Eu compreendo que é um espectáculo caro e que ninguém subsidia o circo, mas deve ser encarado como uma arte, que implica grande empenho dos seus intervenientes, para dar a magia, a fantasia e a emoção, que todos esperam quando vão ao circo.
Presentemente é através da televisão, que se podem ver grandes espectáculos de circo, como o Circo du Soleil, o cúmulo da imaginação e do sonho e entre outros o Circo de Monte Carlo, por onde passam os maiores artistas e onde há uma espécie de Óscares, para os melhores a que chamam «Palhaços» (cobre, prata e ouro). Foi com prazer que vi ontem este circo, embora através da televisão, seja impossível, uma integração plena do espectador, na magia do circo.

domingo, 28 de dezembro de 2008

A GUERRA CONTINUA...

ISRAEL RETALIA O HAMAS E MATA CERCA DE 300 PALESTINIANOS

PAQUISTÃO, EXPLOSÃO DE CARRO BOMBA, MATA 36 PESSOAS

AFEGANISTÃO, ATENTADO BOMBISTA, MATA 20 PESSOAS, ENTRE AS MESMAS 14 ERAM CRIANÇAS.

COLISEU DE ROMA (UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO)


O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve o seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto da edificação. Localizado no centro de Roma, é uma excepção, pelo seu volume e relevo arquitectónico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espectáculos. Foi construído a leste do fórum romano.
O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registo efectuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma, em 476.
Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitectura. Actualmente é uma das maiores atracções turísticas em Roma e em 7 de Julho de 2007, foi eleita umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações à igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu, todas as Sextas-feiras Santas.
O Coliseu era um local onde seriam exibidos toda uma série de espectáculos, inseridos nos vários tipos de jogos realizados na urbe, como os combates entre gladiadores, chamados muneras. A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates, sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas, que tinham acessos directos para a arena. Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível, que poupava os espectadores do sol, são bastante interessantes, e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos.
Formado por cinco anéis concêntricos de arcos e abóbadas, o Coliseu representa o avanço introduzido pelos romanos na engenharia de estruturas. Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria. Outro tipo de espectáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eram utilizados animais selvagens importados de África. Os animais mais utilizados eram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais como rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eram também utilizados. As caçadas, tal como as representações de batalhas famosas, eram efectuadas em elaborados cenários onde constavam árvores e edifícios amovíveis.
Sylvae, ou recreações de cenas naturais eram também realizadas no Coliseu. Pintores, técnicos e arquitectos, construiam simulações de florestas com árvores e arbustos reais plantados no chão da arena. Animais eram introduzidos para dar vida à simulação. Esses cenários podiam servir só para agrado do público ou como pano de fundo para caçadas ou dramas representando episódios da mitologia romana, tão autênticos quanto possível, ao ponto das pessoas condenadas, fazerem o papel de heróis, sendo mortos de maneiras horríveis, mas mitologicamente autênticas, como mutilados por animais ou queimados vivos.
Embora o Coliseu tenha funcionado até ao século VI da nossa Era, foram proibidos os jogos com mortes humanas desde 404, sendo apenas massacrados animais como elefantes, panteras ou leões.
O Coliseu era sobretudo um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia do Império Romano. A construção do Coliseu foi iniciada por Vespasiano, nos anos 70 da nossa era. O edifício foi inaugurado por Tito, em 80, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores, em três andares, mas no reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo suster agora cerca de 90 000 espectadores.
O monumento permaneceu como sede principal dos espectáculos da urbe romana até ao período do imperador Honorius, no século V. Danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauração na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres, com os quais tinha sido construído.
Os relatos romanos, referem-se a cristãos martirizados em locais de Roma, descritos pouco pormenorizadamente (no anfiteatro, na arena...), quando Roma tinha numerosos anfiteatros e arenas. Apesar de muito provavelmente o Coliseu não ter sido utilizado para martírios, o Papa Bento XIV consagrou-o no século XVII, à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento, já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX.

HERMANN HESSE (1877-1962


Escritor alemão, que em 1923 se naturalizou suíço.
Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas), que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário, mas não seguiu a carreira de pastor, como era vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário e estudando como autodidacta. Acumulou então uma sólida cultura e resolveu dedicar-se à literatura.
Travou contacto com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à índia em 1911 e com a psicanálise, com um discípulo de Carl Gustav Jung, devido a uma crise emocional, causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Estas duas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da obra de Hesse.
Procurou construir sua própria filosofia, a partir de sua revolta pessoal e de sua interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente. Em, O Lobo da Estepe, é uma crítica contra o militarismo e o sentimento de vingança, vigente na sua terra natal depois da Primeira Guerra Mundial. Esta postura corajosa, deu-lhe muita popularidade na Alemanha do pós-guerra, depois da desnazificação.
Em 1946 ganhou o Prémio Goethe e, passados alguns meses, o Prémio Nobel de Literatura.
A sua obra vastíssima aborda vários géneros: Poesia, Romance, Biografia, Contos, Ensaio e Diário. Deste escritor li os romances: Siddhartha e O Lobo da Estepe.

CRISTOVÃO COLOMBO - O ENIGMA


ARGUMENTO: Manuel emigra para os Estados Unidos nos anos 40, mas depois regressa, para tirar o curso de medicina, embora a sua paixão seja a investigação histórica e principalmente os Descobrimentos e Cristóvão Colombo, que descobriu a América. Uns anos mais tarde com a mulher vai percorrer todos os locais em Portugal e nos Estados Unidos, ligados aos Descobrimentos.
Este filme foi baseado no livro «Cristóvão Colombo, era português» de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva. As conclusões deste livro são: Cristóvão Colombo nasceu no Alentejo, em Cuba (por isso ele deu esse nome à ilha que descobriu nas Antilhas), casou em Portugal e viveu em Porto Santo. [Há uma grande incerteza sobre a procedência de Colombo, várias hipóteses já foram avançadas, relativamente ao local do seu nascimento: Génova, Milão, Catalunha, Galiza, Córsega e até Grécia. A que reúne maior consenso é a de Génova.]
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Não é um filme histórico, nem tem carácter biográfico ou cientifico, trata-se de uma evocação ao grandioso empreendimento dos Descobrimentos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

D. JOÃO I (Lisboa 1357-1433)



João I de Portugal - COGNOME O De Boa Memória - Filho de: D. Pedro I e de Teresa Lourenço
-10º. Monarca de Portugal - Reinado de 1385 a 1433) - Consorte: D. Filipa de Lencastre - Sucessor o seu filho D. Duarte I.

[ Portucalem, foi um couto, que foi dado em 1114 por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, ao Bispo D. Hugo e assim foi governada de bispo para bispo, a coroa nada tinha a ver, inclusivamente a aristocracia não podia permanecer. Foi D. João I, que em 1387 decidiu vir casar-se a Portucalem com D. Filipa de Lencastre, a cerimónia foi celebrada na Sé do Porto, selando a aliança luso-britânica. Foi no Porto que, em 1394, nasceu o Infante D. Henrique.
Após prolongadas negociações entre o rei D. João I e o bispo do Porto
D. Gil Alma, chegou-se a um acordo, que foi ratificado em 1406 pelo papa Inocêncio VII
, pelo qual o senhorio da cidade, passava definitivamente do bispo para a coroa, conquistando a cidade a sua autonomia administrativa. Por essa razão a estátua de D. João I foi erigida na Praça da Liberdade]
D. João era filho ilegítimo do rei D. Pedro I e de Teresa Lourenço (uma jovem filha do mercador lisboeta Lourenço Martins; embora durante muito tempo se tenha sustentado que era de origem galega). Em 1364 foi consagrado Grão Mestre da Ordem de Avis.

Crise de 1383-85
À data da morte do rei
D. Fernando I, sem herdeiros directos, Portugal parecia em risco de perder a independência. A rainha D. Leonor Teles de Menezes era impopular e olhada com desconfiança. Ter tornado pública a sua ligação amorosa com o nobre galego João Fernandes Andeiro, que vivia no paço, atraiu todas as críticas contra a sua pessoa. Para além do mais, a sucessão do trono recaía sobre a princesa D. Beatriz, casada com o rei João I de Castela.
A burguesia e parte da nobreza juntaram-se à voz popular que clamava contra a perda da independência, tão duramente mantida por
D. Fernando I. Dois pretendentes apareceram para competir com D. Beatriz, pela coroa portuguesa: D. João, príncipe de Portugal, filho de D. Pedro I e D. Inês de Castro, era visto por muitos como o legítimo herdeiro, dado o suposto casamento dos seus pais e D. João, Mestre de Avis, filho de D. Pedro I e de Teresa Lourenço.
Com o apoio de um grupo de nobres, entre os quais o jovem D.
Nuno Álvares Pereira, e incentivado pelo descontentamento geral, o Mestre de Avis assassinou o conde de Andeiro no Paço, a 6 de Dezembro de 1383 e iniciou o processo de obtenção da regência em nome do Infante D. João, devido ao mesmo estar aprisionado por D. João I de Castela. Como seria de esperar, D. João I de Castela não desistiu da sua pretensão e preparou-se para lutar pelos direitos da sua consorte à coroa portuguesa. Seguiu-se a Crise de 1383-1385, ou Interregno, um período de anarquia e instabilidade política onde diferentes cidades de Portugal, apoiavam D. Leonor Teles (até esta abdicar da regência para a filha), D. Beatriz e por Mestre de Avis.
A guerra civil arrastou-se por mais de um ano.
Finalmente a 6 de Abril de 1385, as Cortes portuguesas reunidas em Coimbra declaram o Grão-Mestre de Avis, D. João I, rei de Portugal. Esta tomada de posição resultava na prática como uma declaração de guerra a Castela, visto que atacava o estatuto de D. Beatriz de Portugal como herdeira. Pouco depois, João I de Castela invadiu Portugal com o objectivo de tomar Lisboa e remover D. João I de Portugal do trono. Com Castela, seguia um contingente de cavalaria francesa, aliada de Castela, para se opor aos ingleses, que tomaram o partido de D. João I (Guerra dos Cem Anos). Como resposta, D. João I nomeou D. Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, protector do reino.
A invasão castelhana foi repelida durante o Verão, depois da decisiva
batalha de Aljubarrota, travada a 14 de Agosto, perto de Alcobaça, onde o exército castelhano foi quase totalmente aniquilado. Castela, então, retirou-se e a estabilidade da coroa de D. João I ficou permanentemente estabelecida.
Em
1387, D. João I casou com D. Filipa de Lencastre, fortalecendo por laços familiares, os acordos do Tratado de Aliança Luso-Britânica, que perduram até hoje. Depois da morte de João de Castela, sem herdeiros de D. Beatriz, a ameaça castelhana ao trono de Portugal estava definitivamente posta de parte. A partir de então, D. João I dedicou-se ao desenvolvimento económico e social do país, sem se envolver em mais disputas com a vizinha Castela ou a nível internacional. A excepção foi a conquista de Ceuta, no Norte de África, em 1415, uma praça de importância estratégica no controle da navegação na costa de África. Após a sua conquista são armados cavaleiros, na mesquita daquela cidade, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique. Entretanto, na véspera da partida de Lisboa, falecera a rainha D.Filipa de Lencastre.
Cronistas contemporâneos descrevem D. João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder, mas ao mesmo tempo benevolente. Na juventude, a educação que recebeu como Grão Mestre da Ordem de Avis transformou-o num rei invulgarmente culto para a época. O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por Luís Vaz de Camões, nos Lusíadas, por "Ínclita geração".
No reinado de D. João I foram descobertas as ilhas de
Porto Santo (1418), a Ilha da Madeira (1419) e os Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Tem início, igualmente, a colonização dos Açores e da Madeira.
D. João morreu a
14 de Agosto de 1433. Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.
Do seu casamento com
Filipa de Lencastre, nasceram nove filhos. Destes, seis chegaram à idade adulta:
Branca de Portugal (1388-1389), morreu jovem
Afonso de Portugal (1390-1400), morreu jovem
Duarte de Portugal (1391-1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449), foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a menoridade do seu sobrinho, o futuro rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394-1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
Isabel (1397-1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha.
Branca de Portugal (1398), morreu jovem
João, Infante de Portugal (1400-1442), Condestável de Portugal
Fernando, o Infante Santo (1402-1433), morreu no cativeiro em Fez
D. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:
Afonso (1377-1461), primeiro Duque de Bragança
Beatriz (ca. 1386-1447), casada com Thomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel

TAJ MAHAL


O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia e o mais conhecido dos monumentos do país. Encontra-se classificado pela UNESCO, como Património da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, numa celebração em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.
A obra foi feita entre 1630 e 1652, com a força de cerca de 22 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco, que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Ban Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O conjunto monumental, além do edifício, tem duas mesquitas e é cercado por quatro minaretes.
Mumtaz Mahal deu ao seu esposo 14 filhos, mas faleceu no último parto e o imperador, desolado, iniciou quase de seguida a construção do Taj como oferta póstuma. Todos os pormenores do edifício mostram a sua natureza romântica e o conjunto promove uma estética esplêndida.
A pouco tempo do término da obra, em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente e o seu filho Shah Shuja declarou-se imperador em Bengala, enquanto Murad, com o apoio do seu irmão Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. Quando Shah Jahan, caíu doente no seu leito, rendeu-se aos ataques dos seus filhos, Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. A lenda conta, que passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal e, depois da sua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausoléu lado a lado com a esposa. Em finais do século XIX, vários sectores do Taj Mahal estavam muito deteriorados, por falta de manutenção e devido à rebelião hindu e também às tropas britânicas. Em 1908 completou-se a restauração ordenada pelo vice-rei britânico, Lord Curzon, que também incluiu o grande candelabro da câmara interior, segundo o modelo de um similar, que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou a remodelação dos jardins ao estilo inglês, que ainda hoje se conservam.
Durante o século XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 o governo construiu um andaime gigantesco cobrindo a cúpula, prevendo um ataque aéreo da Luftwaffe e, posteriormente, da força aérea japonesa. Esta protecção voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965 a 1971. As ameaças mais recentes provêm da poluição ambiental e da chuva ácida, causada pela refinaria de Mathura.

Influências: O Taj Mahal incorpora e amplia as tradições idílicas do Islão, da Pérsia, da Índia e da arquitectura mongol antiga.







EARTHA KITT - ACTRIZ E CANTORA DE CABARET (1927 - 25 DE DEZEMBRO DE 2008)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

TORRE DO INFERNO

REALIZADOR: John Guilhermin e Irwin Allen
INTERPRETAÇÃO: Paul Newman, Steve McQueen, Fred Astaire, Faye Dunaway, Robert Wolden, Robert Wagner e mais uma série de actores conhecidos.
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Nesta época os canais televisivos despejam todo o género de filmes e foi assim que revi este «filme-catástrofe», que teve a sua época. Grandes cenários+grande acção+grande suspense+grandes actores = a grande facturação.

AMIN MAALOUF/ARUNDHTI ROY

Dois escritores, dos quais apenas li um livro de cada, mas livros que se tornaram inesquecíveis.

Amin Maalouf (1949)
Escrito e e jornalista libanês..
Foi chefe de redacção do, Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países.
Recebeu os seguintes prémios:
Prix des Maisons de la Press pela obra “As cruzadas vistas pelos Árabes”
Prémio Goncourt 1993 pela obra “O rochedo de Tanios”
Romances:
Leão, o Africano, Samarcanda, Os jardins de luz, O século primeiro depois de Beatriz, O rochedo de Tanios, Escalas do Levante, O périplo de Baldassare Origens, O amor de longe.
Ensaios:
As identidades assassinas, As cruzadas vistas pelos Árabes.

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ARUNDHATI ROY (1961)

Escritora e activista india, que ganhou o Prémio Booker em 1997, com a sua primeira novela, «O Deus das Pequenas Coisas».
Roy nasceu em Shillong, India. A mãe é cristã Síria-ortodoxa e o pai hindu de Bengala. Passou a sua juventude e fez os seus estudos em Aymanam. Com 16 anos foi para Deli e iniciou uma vida boémia. Vivia numa cabana vendendo garrafas, para ganhar a vida e simultaneamente estudar arquitectura e aí conheceu o seu primeiro marido, o arquitecto Gerard Da Cunha.
Em 1984 fez um segundo casamento com Pradeep Kishen e começou a trabalhar no cinema, como actriz, mas também como guionista. Começou a escrever «O Deus das pequenas Coisas» em 1992, que terminou em 1996. Recebeu 500.000 adiantadas sobre os direitos do romance, que foi vendido a 21 países. Este romance é semi autobiográfico.
Para protestar contra os ensaios das armas nucleares na Índia escreveu o ensaio, El Final de La Imaginación. Desde essa altura tem-se dedicado à literatura e à política. Já publicou outros ensaios, assim como tem trabalhado a favor de varias causas sociais.
Em 2004, Roy ganhou o Prémio Sidney da Paz, pelo seu trabalho em campanhas sociais e pelo seu apoio ao pacifismo. Em 2005, participou no Tribunal Mundial Sobre o Iraque.







quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

HAROLD PINTER (1930-2008) [O HUMANISTA]


Harold Pinter (Londres, 10 de Outubro de 1930 - 24 de dezembro de 2008) foi actor, director, poeta, roteirista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX,além de destacado e incómodo activista político britânico. Foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo, junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Em 2005, recebeu o prémio Nobel de Literatura e o prémio Companion of Honour da Rainha da Inglaterra pelos serviços prestados à literatura.

Nascido no seio de uma família judaica, com ascendência sefardita portuguesa, por parte de pai. Seu sobrenome Pinter, como ele próprio lembra, é uma adaptação ao inglês do sobrenome "Pinto". Nasceu num subúrbio pobre de Londres, ao norte do Rio Tamisa, onde fez seus primeiros estudos. Começou em meados da década de 1950 sua carreira teatral. A sua primeira obra importante foi, Festa de Aniversário ((The Birthday Party), um fracasso na estreia mas um êxito na remontagem, depois de ter sido apresentada na televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro moderno e as suas peças tem um estilo característico, a que se deu o nome de pinteresco. Nelas são criadas situações em que personagens normais, com as suas vidas quotidianas, são colocadas repentinamente frente ao inesperado. Traição, por exemplo, é uma peça que discorre de forma convencional sobre a vida de um casal e a sua separação, depois da aventura da esposa com seu amante. Entretanto ela é apresentada ao reverso, em cenas que acontecem de trás para diante; uma das cenas iniciais é um encontro num bar do amante com o marido traído, depois da separação. Pinter escreveu 29 peças, entre as mais reconhecidas estão: Festa de Aniversário (The Birthday Party), O Porteiro (The Caretaker), Traição (Betrayal), Volta ao Lar (Homecoming), todas adaptadas ao cinema. Entre seus roteiros para cinema mais reconhecidos está, A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant's Woman). Em outubro de 2006 foi aclamado pela sua participação como actor na produção de, A Última Gravação (Krapp's Last Tape) como parte da comemoração dos 100 anos do nascimento de seu autor Samuel Beckett e dos 50 anos do Royal Court Theatre.

Bastante controverso politicamente, foi um forte opositor às políticas belicistas do final do século XX, opôs-se radicalmente à invasão do Iraque em 2003, contestando assim as políticas de George Bush e Tony Blair. Entre outras polémicas, Pinter profere uma palestra na Conferência pela Paz nos Bálcãs, em 10 de Junho de 2000, contra o bombardeamento de civis pela OTAN, na Sérvia. Em 2001, Pinter incorporou-se ao Comitê Internacional na Defesa de Slobodan Milošević, o qual solicitava um julgamento justo e a sua libertação. Pinter considera Slobodan Milošević, como uma figura digna e um "herói nacional" da Sérvia.

Prosa: Kullus, The Dwarfs, Latest Reports from the Stock Exchange, The Black and White, The Examination, Tea Party, The Coast, Problem, Lola, Short Story, Girls, Sorry About This, God's District, Tess, Voices in the Tunnel.
Poesia:
War
Teatro: The room, The birthday party, The dumb waiter, The caretaker, A slight ache, The homecoming, Md Times, No Maris land.
Em 13 de Outubro de 2005 a Academia Sueca atribuiu-lhe o Prêmio Nobel da Literatura.

A obtenção do Prémio Nobel suscitou polémica, pelas posições veementes do dramaturgo contra a participação britânica na Guerra do Iraque. No pensamento dos críticos, o Prémio devia-se mais às suas posições políticas pacifistas do que ao valor literário da sua obra, o que certamente seria contestado por grande parte da crítica mundial, que o considera um dos grandes autores do século xx.

O meu conhecimento da sua obra foi através dos filmes, para os quais foi guionista ou que adaptaram as suas obras.



MARIO VARGAS LLOSA (Jorge Mario Vargas Llosa (1936-)


Nasceu no seio de uma família da classe média, foi o único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, que se separam ao fim de cinco meses de casamento. Com isto o menino não conheceu o pai até os dez anos de idade. A sua primeira infância foi na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, no norte do Peru, e a sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.
Depois mudou-se para Lima e os pais reconciliaram-se, foi nesta altura que conheceu o pai. Ao completar 14 anos, ingressou, por vontade paterna, no Colégio, como aluno interno e aí permaneceu dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - La ciudad y los perros. Em 1953 foi admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Estudou Letras e Direito, contra a vontade de seu pai.
Aos 19 anos, casou-se com sua tia Julia Urquidi e passou a ter vários empregos para sobreviver: como redactor, mas também como catalogador de livros e até mesmo revisando nomes em túmulos nos cemitérios. Depois recebeu recebeu uma bolsa de estudos e foi para a Espanha, onde se doutorou em Filosofia e Letras. Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casou com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana.
A sua obra critica a hierarquia das castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. Seu principal tema é a luta pela liberdade individual, na realidade opressiva do Peru. Ao princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa, sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como: "La Cidad y los Perros", "A Casa Verde" e "Tia Júlia e o Escrevinhador». «Conversa na Catedral» publicado em 4 volumes, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria. Em 1981 publicou, A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedicou ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.
Em 1980 começou a ter maiores actividades políticas no país. A pedido do próprio presidente Fernando B. Terry presidiu à comissão, que investigou a morte de oito jornalistas. A seguir fundou um movimento político liberal, contra a desestatização da economia. Em 1990 concorreu à presidência do país pela Frente Democrata, partido de centro-direita, mas perdeu a eleição para Alberto Fujimori.
Retornou a Londres e reiniciou suas actividades literárias. Em 2006, em sua mais recente visita ao país, apoiou a candidatura de Lourdes Flores, mas ganhou Alan García. Suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia,
"Peixe na Água".
ESCREVEU ROMANCE, TEATRO E ENSAIO.

VIOLETA PARRA (1917-1967)





Compositor, cantora, artista plástica, ceramista chilena e activista política.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

CAMINHO PARA A PERDIÇÃO


Um bom filme de «gangsters» com suspense na dose certa.
REALIZADOR: SAM MENDES
INTERPRETAÇÃO: TOM HANKS, PAUL NEWMAN, JUDE LAW, DANIEL CRAIG
ARGUMENTO:
Sullivan leva uma vida aparentemente normal. É casado e tem dois filhos, mas um dos filhos suspeita, que há algo de estranho com o pai. Espreita pela porta do quarto do pai e vê que ele tira uma arma do bolso e a esconde. Um dia decide averiguar e esconde-se na parte de trás do carro e acaba por assistir a uma chacina e ser apanhado. A partir dessa altura a família Sullivan, é riscada do mapa do Gang, com quem o pai trabalhava. Primeiro matam a mulher e um dos seus filhos, depois é a perseguição de Sullivan e o outro filho, uma perseguição fatal, só o filho que descobriu e despoletou toda esta situação consegue sobreviver.

JOSÉ SARAMAGO

JOSÉ SARAMAGO ao apresentar o seu último livro, A VIAGEM DO ELEFANTE, disse que ia abandonar a escrita. Eu tenho muita pena que assim seja, porque isso é quase que anunciar uma finitude, não real. A importância dos livros de Saramago é um contributo de si, que faz falta a Portugal e a todo o mundo. Espero que de um momento para o outro, surja na sua mente uma ideia luminosa, que se venha a configurar em livro.
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Na apresentação do seu livro Saramago não deixou de lançar as suas tiradas políticas:
Não sei o que se passará depois desta crise financeira, mas para mim é claro que o capitalismo se suicidou.
E muito biblicamente disse:
Eu creio que todos os códigos morais contém uma frase muito simples que todos repetimos alguma vez: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.» Se todos cumpríssemos com este princípio resolver-se-iam os problemas morais e materiais. E suponho que não chegará a cumprir-se nunca.

JULIO FLORENCIO CORTÁZAR (1914-1984)


Belga de pais argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica, e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade. Os seus pais separaram-se posteriormente e passou a ser criado pela mãe, uma tia e uma avó. Passou a maior parte de sua infância em Banfield, na Argentina, e não era uma criança totalmente feliz, apresentando uma tristeza frequente. Declararia: «Pasé mi infancia en una bruma de duendes, de elfos, con un sentido del espacio y del tiempo diferente al de los demás.»
Cortázar era uma criança bastante doente e passava muito tempo na cama, lendo livros que a sua mãe seleccionava. Muitos de seus contos são autobiográficos, como, Bestiario, Final del juego, Los venenos e La Señorita Cora, entre outros.
Formou-se em Letras em 1935 e passados três anos, editou, Presencia, livro de poemas, sob o pseudónimo "Julio Denis". Leccionou em algumas cidades do interior do país e foi professor universitário , mas renunciou ao cargo quando Perón assumiu a presidência da Argentina. Empregou-se depois, na Câmara do Livro em Buenos Aires e realizou alguns trabalhos de tradução.
Com 37 anos, Cortázar, por não concordar com a ditadura na Argentina, partiu para Paris (França), na sequência de ter ganho uma bolsa de estudo para dez meses,do governo francês, mas acabou por se instalar definitivamente. Trabalhou durante muitos anos como tradutor da UNESCO. Cortázar casou com Aurora Bernárdez em 1953, uma tradutora argentina. Viviam em Paris, sob condições económicas difíceis e surgiu a oportunidade de traduzir a obra completa, em prosa, de Edgar Allan Poe para a Universidad de Puerto Rico. Esse trabalho foi considerado pelos críticos como a melhor tradução da obra do escritor.
Em 1963 visitou Cuba enviado pela Casa de las Américas, para ser jurado num concurso. Foi a época de intensificação do seu fascínio pela política. No mesmo ano teve um livro traduzido para inglês. Em 1962, lançou Historias de Cronopios y Famas, e no ano de 1963 marcou o lançamento de Rayuela, que foi o seu grande sucesso. Em 1959 saiu o volume, Final del Juego. Seu artigo, Para Llegar a Lezama Lima, foi publicado na revista "Union", em Havana. Depois desses anos, Cortázar comprometeu-se politicamente na libertação da América Latina sob regimes ditatoriais.
Em Novembro de 1970 foi ao Chile, onde se solidarizou com o governo de Salvador Allende. Em 1971, foi "excomungado" por Fidel Castro, assim como outros escritores, por pedir informações sobre o desaparecimento do poeta Heberto Padilla. Apesar de sua desilusão com a atitude de Castro, continuou acompanhando a situação política da América Latina.
Dois anos depois, recebeu o Prémio Médicis por, Libro de Manuel e destinou os seus direitos à ajuda dos presos políticos na Argentina. Em 1974, foi membro do Tribunal Bertrand Russell II, reunido em Roma para examinar a situação política na América Latina, em particular as violações dos Direitos Humanos.
Em 1976, viajou para Costa Rica, onde se encontrou com Sergio Ramírez e Ernesto Cardenal, e fez uma viagem clandestina até Solentiname, na Nicarágua. Esta viagem o marcaria para sempre e seria o começo de uma série de visitas a este país.
Em 1981 sofreu uma hemorragia gástrica, mas dois anos depois, voltou à Argentina, Cortázar fez a sua última viagem à sua pátria, onde foi recebido pelos seus admiradores, que o paravam na rua e lhe pediam autógrafos, em contraste com a indiferença das autoridades nacionais. Depois de visitar vários amigos, regressou a Paris. Pouco depois foi-lhe dada a nacionalidade francesa.
Carol Dunlop, sua última esposa, morreu em 1982, e Cortázar teve uma profunda depressão. Morreu de leucemia em 1984, sendo enterrado no cemitério de Montparnasse, na mesma sepultura de Carol. Em sua sepultura se ergue a imagem de um "cronópio", personagem criado pelo escritor.
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É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas, que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos, mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas.
Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.
Cortázar inspirou um grande número de cineastas, entre eles o italiano Michelangelo Antonioni, cujo longa-metragem, Blow-up, foi baseado no conto, As Babas do Diabo (do livro As Armas Secretas).
Cortázar escreveu bastantes livros, mas poucos apareceram em Portugal. Deste escritor li realmente pouca coisa e considerei a sua escrita estranha, mas fascinante
LI:
Bestiário (contos), Histórias de Cronópios e de Famas (miscelânea)
O livro, Histórias de Cronópios e de Famas, foi escrito por Cortázar em Roma e Paris, no período de 1952 a 1959, mas foi publicado em 1962. Oferece uma espécie de reinvenção do mundo através de seus personagens, os "cronópios", os "famas" e as "esperanças", que alcançam sensibilidade e fascínio na medida em que traduzem a psicologia humana.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

LUÍS SEPÚLVEDA (1949-)


Escritor, realizador, jornalista e activista de nacionalidade chilena. Nasceu em no Chile, mas reside actualmente em Gijón, em Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris. Em 1969 venceu o “Prémio Casa das Américas” pelo seu primeiro livro “Crónicas de Pedro Nadie”, e também uma bolsa de estudo de cinco anos, na Universidade Lomonosov de Moscovo, mas só ficou cinco meses, foi expulso por “atentado à moral proletária”, causado, segundo a versão oficial, por Luís Sepúlveda manter contactos com alguns dissidentes soviéticos.
De regresso ao Chile foi expulso da Juventude Comunista e aderiu ao Partido Socialista Chileno, tornando-se membro da guarda pessoal do presidente Salvador Allende. No golpe militar do dia 11 de Setembro de 1973, que levou ao poder o ditador general Augusto Pinochet, Luís Sepúlveda encontrava-se no Palácio de La Moneda a fazer guarda ao Presidente Allende. Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda foi amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes "O Velho que Lia Romances de Amor", o seu maior sucesso. Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais, com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos e das suas esperanças.
LI:
O General e o Juiz; História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar e O Velho que Lia Romances de Amor.

ISABEL ALHENDE LLONA (1942-)


Jornalista e escritora chilena, actualmente radicada nos Estados Unidos da América.
Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 80.
A sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973).
Escreveu, A casa dos espíritos (1982) e ganhou reconhecimento do público e da crítica. (Escreveu: Romance, Memórias, Contos e Teatro).
Gosto de alguns dos seus livros, principalmente os primeiros.

O ACONTECIMENTO DO ANO


Numa conferência de imprensa, o jornalista Muntader al-Zaidi, tentou atingir Bush primeiro atirando um dos seus sapatos e depois o outro, com grande golpe de vista Bush desviou-se. O jornalista foi preso e já sofreu maus tratos na prisão. O seu julgamento está marcado para 31 de Dezembro, incorre na pena de 5 a 15 anos de prisão, por agressão contra chefe de estado estrangeiro, durante uma visita oficial.
O mais interessante é que a empresa de calçado Baydan Shoes, foi inundada de encomendas de todo o mundo e até teve que contratar mais um centena de trabalhadores.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ESMERALDA

Este é um caso que revolta e já se torna cansativo.
É a história da menina, que o pai não reconheceu, que a mãe não pode criar e entregou a um casal. A menina foi criada, como verdadeira filha pelo casal Gomes, os pais adoptivos, que se tornaram para ela verdadeiros pais.

Depois o pai biológico quis a menina para si, contra a vontade da própria criança, que naturalmente vê nele um estranho, mas este pai tudo faz para que seja satisfeita a sua vontade.
Será que este pai gosta realmente da filha? Gostar é fazer um «braço de ferro» para que saia vencedor desta contenda?
Ultimamente Esmeralda foi entregue ao pai biológico, para passar o Natal com ele, contra a sua vontade e á força!...
Que fazem as autoridades? Têm andado num ping-pong e num ping-pong tem andado Esmeralda!?...




AS GREVES DA STCP

O que vou escrever não é muito original, porque tenho ouvido e lido muita gente a dizer o mesmo: AS GREVES DOS TRANSPORTES SÃO CONTRA OS TRABALHADORES.
Quem pode estar de acordo com uma greve deste género, se necessita de ir trabalhar e não tem outro meio para se deslocar? E que além disso, tem que alterar toda a sua vida?
As greves dos transportes não motivam uma greve geral em todos os meios profissionais, as pessoas têm os seus compromissos.
Estas greves serão sempre muito impopulares. Eu até sou a favor da greve, como última instância de luta laboral, mas assim não! Sou contra as greves que só vão prejudicar a vida a outros trabalhadores, neste caso têm que procurar outras alternativas.
Os trabalhadores dos transportes revelam em certos casos bastante falta de humanismo, se não vejamos:
-Está frio, está chuva os autocarros param na paragem a fazer horas e são incapazes de abrir a porta, para que as pessoas não estejam à intempérie do tempo;
-O autocarro está na paragem pronto a arrancar, uma pessoa vem a correr e o motorista arranca, parece que não pode esperar um segundo;
-Os autocarros só podem parar nas paragens, mas isso não é para toda a gente;
-Os autocarros arrancam rapidamente sem terem em consideração as pessoas que entraram e têm dificuldades de locomoção.
TENHO PENA QUE OS UTENTES NÃO POSSAM TAMBÉM, FAZER GREVE AOS TRANSPORTES.

GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ (1982-)


Gabriel García Márquez, escritor columbiano, jornalista, editor e activista político, também conhecido por Gabito, é filho de Eligio García e de Luiza Santiaga Márquez Iguaran, que tiveram onze filhos. Os dois possuíam uma pequena farmácia homeopática. Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de, Cem Anos de Solidão.
Tinha oito anos, quando a família teve que se mudar, devido à crise da plantação bananeira, e Gabriel estudou em Barranquilla. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites, a sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num insecto monstruoso, pensou então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis? Em 1947 mudou-se para Bogotá para estudar Direito e Ciências Políticas, mas abandonou os cursos sem os concluir, foi para Cartagena das Índias, Colômbia, e começou a trabalhar como jornalista.
Trabalhou em vários jornais: El Universal, El Heraldo e no El Espectador como repórter e crítico.
Em 1958 trabalhou como correspondente internacional na Europa, retornou a Barranquilha e casou-se com Mercedes Barcha, com quem tem dois filhos, Rodrigo e Gonzalo. Em 1961 foi para Nova Iorque, para trabalhar como correspondente internacional, mas as suas críticas a exilados cubanos e as suas ligações com Fidel Castro, motivaram a perseguição da CIA e teve que se mudar para o México. Em 1994 fundou juntamente com seu irmão, a Fundação Neo Jornalismo Iberoamericano.
O seu primeiro romance foi, "La Hojarasca" publicado em 1955. Em 1961 publicou "Ninguém escreve ao coronel". A obra, Relato de um Náufrago, muitas vezes apontada como seu primeiro romance, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no "El Espectador", só foi publicada em livro anos depois, sem que o autor soubesse .
O escritor colombiano possui obras de ficção e não ficção, tais como, Crônica de uma Morte Anunciada e El amor en los tiempos del cólera. Em 1967 publicou, Cem Anos de Solidão, livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde a sua fundação, até a sétima geração. Este livro foi considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado, REALISMO FANTÁSTICO. Suas novelas e histórias curtas - fusões entre a realidade e a fantasia – levaram-no ao Prémio Nobel de Literatura em 1982.
Em 2002 publicou sua autobiografia, Viver para contar, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático.
Como activista político, tem simpatia por movimentos revolucionários da América Latina. Em 2006 apoiou juntamente com outras figuras públicas a independência de Porto Rico. Em algumas ocasiões foi mediador entre governo colombiano e as guerrilhas.
Tem bastante interesse por cinema e como director já participou em vários filmes. Em 1986 fundou a Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba, para apoiar a carreira de jovens da América Latina, Caribe, Ásia e África.
Vive actualmente em Cuba, lutando contra o cancro.

domingo, 21 de dezembro de 2008

JUAN MUÑOZ - JARDIM DA CORDOARIA

Oferta à cidade do Porto, do conjunto intitulado «Treze a Rir», quando a cidade foi, Cidade da Cultura em 2001. Esta foi uma das sua últimas obras.

RETROSPECTIVA DE JUAN MUÑOZ, UM «CONTADOR DE HISTÓRIAS (SERRALVES)











Juan Muñoz (1953-2001), foi um escultor espanhol, que criou obras de carácter narrativo, rompendo com os limites da escultura tradicional. As figuras criadas interagem entre si, em ambientes abertos e fechados. Incentivam o espectador (actor) a relacionar-se com elas, formando parte dos conjuntos. Nas mesmas há uma ausência de individualismo e de qualquer particularismo, factores que provocam questionamento e incómodo. As esculturas também apresentam certas ambiguidades, umas não têm pés (a imobilização) e outras não têm olhos (a não visão).




LITERATURA BRASILEIRA

Fiz uma abordagem à literatura brasileira muito superficial, há muitos escritores omitidos, por não conhecimento ou por pouco conhecimento, casos como: Castro Alves, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa (Grande Sertão-Veredas), Monteiro Lobato (Sítio do Picapau Amarelo), Carlos Drumond de Andrade (Antologia Poética), José Lins do Rego (Doidinho), Rachel de Oliveira, Clarice Lispector (Perto do Coração Selvagem), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), João Ubaldo Ribeiro, Lígia Fagundes Teles (Ciranda de Pedra) e outros.
Do escritor mais vendido em todo o mundo, Paulo Coelho, não li nada!