«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PARA DESCONTRAIR DE TANTA CHUVA...

Última actualização do dicionário de língua portuguesa - novas entradas:

Testículo: Texto pequeno

Abismado: Sujeito que caiu de um abismo

Pressupor: Colocar preço em alguma coisa

Biscoito: Fazer sexo duas vezes

Padrão: Padre muito alto

Estouro: Boi que sofreu operação de mudança de sexo

Democracia: Sistema de governo do inferno

Barracão: Proíbe a entrada de caninos

Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas

Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas

Detergente: Acto de prender seres humanos

Eficiência: Estudo das propriedades da letra F

Conversão: Conversa prolongada

Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes

Expedidor: Mendigo que mudou de classe social

Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton

Tripulante: Especialista em salto triplo

Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios

Aspirado: Carta de baralho completamente maluca

Assaltante: Um 'A' que salta

Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse

Ortográfico: Horta feita com letras

Destilado: do lado contrário a esse

Coordenada: Que não tem cor

Presidiário: Aquele que é preso diariamente

Ratificar: Tornar-se um rato

Violentamente: Viu com lentidão

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O DIABO VESTE PRAVDA



ESTIVE A REVER ESTE FILME, MERYL STREEP É UMA GRANDE ARTISTA, TANTO NO REGISTO DRAMÁTICO, COMO NO REGISTO DE COMÉDIA!...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RECORDAÇÕES...

Li numa revista semanal, algumas excentricidades dos professores universitários nas aulas, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma aula num campo de ténis e obriga os alunos a levantar-se sempre que entra na sala de aula, Jorge Miranda vestia camisolas encarnadas quando o Benfica goleava, Vasco Rato já cantou numa aula o refrão de uma canção dos The Clash…
Isto fez-me lembrar alguns dos meus professore, mas não vou dizer nomes.

Tive um professor, que levava para aulas o seu cão, que ficava sentado numa cadeira ao seu lado, o mesmo para comprovar uma tese, andou a dançar aos saltos e a cantarolar ao longo do quadro. Uma outra professora, de História Medieval, muitas vezes trazia o aparelho e a música medieval e para ali ficávamos a olhar uns para os outros em silêncio, mas disfarçando a grande vontade de rir. Um outro professor que ensinava arte do séc. XIX, aparecia sempre meia hora depois do começo da aula e falava de programas televisivos, segundo dizia, era o que cativava os alunos, porque sobre a matéria de estudo não faltavam livros. Um outro professor, escrevia livros sobre a matéria que dava e depois no fim da aula dizia, se me quiserem acompanhar ao meu gabinete eu tenho lá livros sobre tudo que ensino e faço-vos um desconto, como mais valia também tínhamos direito a um autógrafo! E para finalizar, uma outra professora de História de Portugal Contemporâneo, nas frequências obrigava-nos a deixar os casacos e sacos junto ao quadro e, em cima da mesa só podíamos ter o bilhete de identidade, então passava o tempo de mesa em mesa a ver o BI, para ver se apanhava os «copianços». Ah falta o melhor, como na altura em que andei por lá, podíamos escolher disciplinas alternativas, duas por cada ano, um ano decidi ir para Estética, porque me disseram que o professor era excepcional. E era de facto, entrava e sentava-se na secretária e as aulas eram passadas em provocações filosóficas, mas na «oficina» evidentemente que não faltavam textos de apoio, da matéria a estudar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PARA AVIVAR A MEMÓRIA!!!

Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra-bancárias...???
Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.
Correcto???
Se pensa que não, vejamos:

Fernando Nogueira:
Antes - Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola
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José de Oliveira e Costa:
Antes - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora - Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
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Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN e Presidente do Conselho Executivo da FLAD
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Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP
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Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - ex-Presidente do BCP - depois de 3 anos de 'trabalho', saiu com 10 milhões de indemnização!!!
e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...
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António Vitorino:
Antes - Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional e Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta,
e ainda... umas 'patacas' como comentador RTP
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Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD
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José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
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João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português
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Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES
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Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.
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etc, etc, etc...

O que é isto?
Cunha?
Gamanço?
Não, não é a América Latina, nem Angola.
É Portugal no seu esplendor...
Já é tempo de parar!

REALIDADE ESCANDALOSA...

SABIA QUE:

INÊS DE MEDEIROS, FILHA DE VITORINO DE ALMEIDA, DEPUTADA PELO CIRCULO DE LISBOA DO PARTIDO SOCIALISTA, TEM RESIDÊNCIA EM PARIS E ASSIM SENDO, RECEBE DIÁRIAMENTE DA ASS. DA REPÚBLICA 528€ DE AJUDAS DE CUSTO DIÁRIOS, PARA ALÉM DE VIAGEM PAGA PARA PARIS AOS FINS DE SEMANA.

COMO É POSSÍVEL ACEITAR-SE ISTO!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

P L A N O para salvar Portugal da crise...


Passo 1:Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Sócrates.
Passo 2:Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). Aindústria têxtil portuguesa é revitalizada. Espanha fica encurralada entre os Bascos e o Sócrates.
Passo 3:Desesperados, os espanhóis tentam devolver o Sócrates. A malta não aceita.
Passo 4:Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5:A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos ainda o Pais Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Sócrates. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:Damos a independência ao País Basco. A contrapartida é eles ficarem com o Sócrates. A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Sócrates Portugal torna-se um paraíso e a Catalunha não causa problemas.
Passo 7: Afinal a ETA não aguenta o Sócrates, e o País Basco pede para se tornar território português. A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estar lá o Sócrates).
Passo 8:Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes o Sócrates.
Passo 9:O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda o Sócrates para os Farilhões das Berlengas apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de pôr ovos.
Passo 10:Com os jogadores brasileiros mais os portugueses Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!
Passo 11:Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.
Passo 12:Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
Passo 13:A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil,torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.
Passo 14:Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente. Está ultrapassada a crise!

CHIÇA, COMO DIRIA O PATETA, É MUITO DIFÍCIL!'...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

RECEITA FÁCIL...

O sofrimento pode NÃO existir.
Ele é algo que aprendemos a sentir dentro de uma situação que contraria a nossa vontade.
A situação existe, mas sofrer dentro dela pode ser escolha nossa.


FINANÇAS
Se o dinheiro está 'curto' ... Sorria!
O sorriso atrai a prosperidade.

FAMÍLIA
Se está havendo conflitos ... Sorria!
O sorriso dissolve as energias pesadas.

TRABALHO
Se o progresso parece lento ... Sorria!
O sorriso abre portas para novas possibilidades.

AMIGOS
Se alguns o desapontaram .. Sorria!
O sorriso é um imã para novas amizades.

SAÚDE
Se não está bem ... Sorria!
O sorriso fortalece as defesas do corpo.

IDADE
Se ela o preocupa ... Sorria!
O sorriso emite a luz da jovialidade.

SOLIDÃO
Se ela aparecer .. Sorria!
O sorriso conquista boas companhias.

AMOR
Se você está sem nenhum ... Sorria!
O sorriso nos torna mais atraentes.

Há momentos na Vida em que realmente não dá para sorrir.
Nesses momentos sorria:
Alguém lhe há-de retribuir seu sorriso !

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AFEGANISTÃO E A SUA TRADIÇÃO DE RESISTÊNCIA


O Afeganistão está situado na encruzilhada entre a Ásia Central e o Sul da Ásia, na conhecida Rota da Seda e sempre foi um ponto estratégico na geopolítica mundial. Tem um terreno acidentado, montanhas íngremes e geladas, desfiladeiros, que fizeram dele o cemitério de vários impérios.
Alexandre, O Grande, séc IV a.C, foi o primeiro guerreiro a sentir na pele a resistência afegã. Genghis Khan e outros imperadores mongóis não conseguiram melhor do que deixar lá os Hazaras, um povo que ainda hoje se distingue, pelo aspecto físico e que são os únicos a seguir o xiismo, alvo preferencial dos talibãs.
No século XIX, foram os britânicos, envolvidos com a Rússia, no «grande jogo» pelo domínio da Ásia Central, com duas guerras perdidas, antes de controlar o Afeganistão. Depois recuperou a sua independência.

Em 1970, o Afeganistão sofreu uma guerra civil contínua e brutal, que incluiu intervenções estrangeiras como a invasão soviética de 1979, seguiu-se os Estados Unidos.
Obama no mesmo discurso que anunciou o envio de mais de 30 mil, soldados para o Afeganistão, fixou o mês de Julho de 2011 para começar a retirar tropas. Perspectiva muito optimista na opinião de outros, porque não é num período tão curto que o país supera as suas grandes carências e as forças afegãs estão em condições de lidar com os talibãs. Os EUA estão há oito anos ocupando o país.

PORTUGAL PODE SOBREVIVER SEM IMIGRANTES?

Segundo o Instituto Nacional de Estatísca (INE) os cidadãos estrangeiros contribuem fortemente para a demografia e a economia nacionais.
A vaga imigratória começou nos anos 1990 e caracteriza-se por uma população activa cujas mulheres têm altas taxas de fertilidade.
No crescimento natural dos portugueses a diferença entre nascimentos e óbitos foi nula e há uma evidente tendência de envelhecimento da população nacional.
O estudo refere uma disponibilidade do emigrante trabalhar em áreas e funções que os trabalhadores portugueses não querem ocupar. [NESTE ASPECTO FICO SEMPRE PERPLEXA, NÃO SERÁ QUE OS EMPREGADORES PREFEREM OS IMIGRANTES, PARA LHES PAGAR MENOS!!!]
Há uma queda da vinda de imigrantes, fruto da desaceleração Económica. Está o futuro de Portugal em risco?


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AUTOBIOGRAFIA - ROSA LOBATO FARIA




Uma interessante autobiografia, feita por Rosa Lobato Faria em 2008 , para o Jornal de Letras.

Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.
Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.
E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).
Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.
Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.
Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ya eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.
Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).
Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.
Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.
Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).
Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.
Perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.
Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.
Teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo
.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

MULHERES...

As mulheres fazem tudo isto e mais alguma coisa, são uma grande força de trabalho, sempre desvalorizadas...

Depois muitas ficam sós, com a cabeças cheia de malandrices, mas sós...

CARNAVAL...



Há muitos, muitos anos era eu uma criança...

Eu já não me lembro desta cena, nem sei a razão, foi a única vez que me fantasiaram e de vianense!...Pela fotografia o meu pai estava muito mais contente que eu. O que eu considero mais interessante é a rêpa em forma de bico...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

FÁBRICA DE BOMBAS DA ETA

Por cá as coisas fluem, está tudo calmo!...Há meses que em Óbidos crecia uma fábrica de bombas, já com muito material destinado a esse efeito, pela grupo terrorista espanhol da ETA!...

Cavaco, hoje disse que não é sinal para alarme, nem para preocupações...pois não, para quê? Se tiver que acontecer, acontece!...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PENSAMENTOS DE UM GÉNIO...


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.
Cada um tem de mim exactamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DEIXEM-ME ME VER SE ENTENDO...

Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados. Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo. Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado. Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso. Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti. Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado. Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.

MAS ... Se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente, SERÁS OBRIGADO A TER:
Um abrigo ...Um trabalho ...
Carta de Condução...Cartão Europeu de Saúde...Segurança Social ...
Crédito Familiar ...
Cartões de Crédito ...Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
Escolariedade gratuita ...Serviço Nacional de Saúde gratuito ...Um representante no Parlamento ...Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !
E por último, mas não menos importante, podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira,
E SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA !


sábado, 6 de fevereiro de 2010

VOO SEGURO!...

I decided enough is enough. I have put together an airline service that you can travel on without worry of any hidden weapons or bombs
Scroll down....
WELCOME TO TPA
(Terrorist-Proof Airlines)
We at TPA, Terrorist-Proof Airlines, are in the flying business!
We can absolutely guarantee no WALK-ON GUNS, KNIVES, BOX CUTTERS, SHOE-BOMBS or other weapons will ever be carried onto OUR FLIGHTS !

Book your next flight with TPA, the safest airline in the industry.
AND, If a Muslim sees a naked woman he is obligated to commit suicide -
so please forward!

CLEPESIDRA

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante,
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre…

Homem que fazes tu? Para quê tanta lida,

Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa…

in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim
Eugénio de Castro (n. em Coimbra a 4 Março de 1869; m. em Coimbra, a 17 de Agosto de 1944)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

NELSON MANDELA

"Não é valente o que não tem medo, mas sim o que sabe dominá-lo."

"Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia."

"Depois de escalar uma montanha muito alta, descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar."


"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."


"Sida não é mais só uma doença, é uma questão de direito humano. Como eu fiquei preso com uma sentença de prisão perpétua, as pessoas infectadas pelo HIV vivem com uma condenação para a vida toda. Temos os remédios e as formas de livrar as pessoas desta condenação em mãos. Precisamos agir juntos para fazer esta ajuda chegar as pessoas necessitadas."

ADMIRÁVEL MANDELA, VEJAM O FILME «INVICTUS» DE CLINT EASTWOOD!...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ROSA LOBATO DE FARIA (1932-2010)


Rosa Lobato de Faria nasceu em Lisboa em Abril de 1932. Poeta e romancista, o essencial da sua poesia está reunido no volume Poemas Escolhidos e Dispersos, de 1997. Em 1999, na ASA, publica, A Gaveta de Baixo, um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares.O seu primeiro romance, O Pranto de Lúcifer, veio a público em 1995. Seguiram-se-lhe, Os Pássaros de Seda (1996), Os Três Casamentos de Camilla S. (1997), Romance de Cordélia (1998), O Prenúncio das Águas (1999, Prémio Máxima de Literatura em 2000) e A Trança de Inês (2001).Com os seus dois primeiros romances já traduzidos na Alemanha, a autora - hoje uma referência obrigatória na nova ficção portuguesa - viu o seu romance, O Prenúncio das Águas publicado em França, com a prestigiada chancela das Éditions Métailié".


Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.
Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O ROSTO DE MULHER NA ARTE...

O rosto da mulher através de 500 anos de arte> http://www.artgallery.lu/digitalart/women_in_art.html
Este vídeo é uma verdadeira obra de arte digital ao nível do domínio técnico e da criatividade artística.
Foi visto por mais de 5,3 milhões de visitantes no YouTube e deu origem a mais de 10.000 comentários em 2 meses.