«Vocês sabem o que significa amar a humanidade? Significa apenas isto: estar satisfeito consigo mesmo. Quando alguém está satisfeito consigo mesmo, ama a humanidade. » Pirandello

domingo, 30 de novembro de 2008

ALBERTO MORÁVIA (1907-1990)


Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle, foi escritor e jornalista. Quando jovem, sofreu de tuberculose e teve de passar uma significativa parte de sua adolescência em convalescência, tendo sido prejudicado nos estudos.
Começou a escrever para a revista 900, onde publicou seu primeiro conto. O seu primeiro romance, Os Indiferentes, foi escrito em 1929. Trabalhou durante muitos anos no jornal, Il Corriere della Sera e viajou para a Inglaterra, (onde viveu dois anos) para os Estados Unidos , México e China.
Em Abril de 1945 casou com a escritora, Elsa Morante. Autor considerado «persona non grata» pelo regime fascista de Mussolini, foi obrigado a trabalhar como roteirista cinematográfico sob outro nome, por causa das leis políticas vigentes. No pós-guerra, voltou a trabalhar como escritor e roteirista,conhecendo Pier Paolo Pasolini e também começou a trabalhar como crítico cinematográfico no L'Expresso. Foi também eleito representante da Itália no Parlamento europeu, por uma lista do PCI, de 1984 até sua morte.

Escreveu vários livros que se caracterizaram por uma crítica frontal à sociedade europeia do século XX, que ele achava hipócrita, hedonista e acomodatícia. Em seus escritos são recorrentes os temas da sexualidade, existencialismo e alienação do indivíduo. Vários livros seus foram adaptados ao cinema, os mais famosos são: O Desprezo de Jean-Luc Godard, O Conformista, de Bernardo Bertolucci e As Duas Mulheres de Vittorio de Sica.

LI DESTE AUTOR:
Os Indiferentes, A Romana, O Conformista, La Ciociara (Duas Mulheres), O Desprezo, A Atenção e O Paraíso.

SORRINDO PARA AS ESTRELAS

Num dia de chuva e frio, um filme «light» adaptado do romancista, Nicholas Sparks, com Richard Gere e Diane Lane.

CONTRASTES DE BOMBAIM/MUMBAI!?...







OLGA PRATS - 70 ANOS DE IDADE E 56 ANOS DE CARREIRA - UMA JUSTA HOMENAGEM

A pianista e a pedagoga (deu a sua última aula), disse que se considera uma pianista caseira, porque nunca quis, de modo nenhum sair de Portugal e não se arrepende. Tocou a solo, em duo com Ana Bela Chaves e em grupo no Opus Ensemble. Colaborou com grandes compositores portugueses, como: Fernando Lopes Graça e Constança Capdeville. O seu reportório é o tradicional e o menos conhecido e teve uma fase que se dedicou a tocar Astor Piazzola, com muito êxito.
Olga Prats diz: «A minha fome de conhecer coisas novas é o que me faz não envelhecer»
Projecto para breve, entrar num filme realizado por António Victorino de Almeida.

sábado, 29 de novembro de 2008

CARLOS DO CARMO - SONATA DE OUTONO - 45 ANOS DE CARREIRA

ELIO VITTORINI (1908-1966)

Romancista , tradutor e crítico.
Com 17 anos deixou a escola, para trabalhar e simultaneamente estudar inglês. Foi um pioneiro como Pavese, na tradução de obras de escritores americanos e ingleses.
Os seus romances neorealistas, reflectem a experiência do fascismo e das agonias sociais. Políticas e espirituais do século XX. Gente da Sicília, na qual expressa seus sentimentos antifascistas, é considerado o seu romance mais importante
.
LI: CONSIDERAM-SE MORTOS E MORREM e GENTE DA SICÍLIA

DIA DE INVERNO ABSOLUTO!?...(FRIO, CHUVA, VENTO..)

Ficar em casa, ligar o aquecedor, utilizar uma manta, beber um chá e rever um dos melhores filmes de STEVEN SPIELBERG, O RESGATE DO SOLDADO RYAN.
Este filme obteve em 1998 5 óscares: melhor realizador, melhor fotografia, melhor montagem, melhor som e melhores efeitos sonoros.
Excelente também a interpretação de Tom Hanks e a banda sonora de John Williams.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

UN HOMME ET UNE FEMME DE CLAUDE LELOUCH - UM FILME E UMA MÚSICA INESQUECÍVEIS



HC-UPP- OS 400 GOLPES

FRANÇOIS TRUFFAUT (1932-1984), foi um dos participantes da «NOUVELLE VAGUE» (França anos 50/60). Um cinema novo caracterizado por cenários naturais (influência do neo-realismo italiano), literatura não académica, ausência de grandes argumentistas, a chamada câmara «stylo», sem grande apoio financeiro e todos realizadores jovens unidos pela vontade de transgredir as regras do cinema comercial e alguns críticos dos Cahiers du Cinéma. Deste grupo, além de Truffaut, pertenciam: Claude Chabrol, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Jacques Rivette e Eric Rohmer, depois gradualmente foram seguindo rumos diferentes. Este grupo tinha como ídolos: Jean Renoir, Robert Bresson, Jacques Tati, Jean Vigo e influenciaram realizadores americanos, como: Robert Altman, Francis Ford Coppola, Brian de Palma, Martin Scorsese e Arthur Penn.
O primeiro filme filmado por François Truffaut, foi precisamente «OS 400 GOLPES», um filme bastante auto biográfico e é a partir deste filme que o actor Jean-Pierre Léaud, passa a ser o seu alter-ego, interpretando mais sete filmes com o realizador.
ARGUMENTO: Antoine, filho de uma mãe solteira e que nunca conhecerá o pai, é rejeitado pela mãe e vai viver com os avós. Com a morte dos mesmos, volta a ir viver com a mãe e com uma padrasto. É uma criança tratada de forma muito ríspida pela mãe e isso reflecte-se no seu aproveitamento escolar. Um dia vê a mãe com outro parceiro e fica muito chocado, a partir daí a situação piora bastante, foge várias vezes de casa, é preso e internado. [Mais tarde François vai ter um «pai» que o ajudará muito a singrar na vida, o crítico e teórico de cinema e co-fundador dos Cahiers du Cinéma, André Bazin.]
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Acompanhei a carreira deste realizador e vi vários filmes que fez: Jules e Jim, A Sereia do Mississipi, A Noite Americana, Farenheit 451 (Grau de destruição), A Noiva Estava de Luto, Beijos Roubados, O Menino Selvagem, Domicílio Conjugal, As Duas Inglesa e o Continente, Uma bela Rapariga, História d' Adèle H, O Homem que Gostava de Mulheres, O Amor em Fuga, O Último Metro, A Mulher do Lado, Finalmente Domingo...

CESARE PAVESE (1908-1950)



Nascido em 1908 em Langhe (Itália), foi um dos mais proeminentes vultos da literatura e crítica literária italiana do pós-guerra e também um dos responsáveis pela introdução em Itália dos grandes escritores americanos.
Passou grande parte da sua vida em Turim, tendo conhecido intelectuais como Ginzburg, Bobbio e Pinelli durante os seus tempos de estudante no Liceo d’Azeglio. Depois de licenciado pela Universidade de Turim, com uma tese sobre a poesia de Walt Whitman, em 1930, começou a trabalhar como tradutor (principalmente de inglês, língua pela qual desde muito cedo se interessou).
Em 1933 ajudou Giulio Enaudi a fundar a editora Einaudi.Em 1935, por defender ideais anti-fascistas, Pavese foi preso e mais tarde exilado para o Sul de Itália (período durante o qual escreveu o conjunto de poemas Lavorare stanca, publicado em 1936). Um ano depois, de volta a Turim, trabalhou com Einaudi como editor e tradutor.
Durante a guerra, Pavese foi convocado para integrar o exército fascista, mas acabou por passar seis meses num hospital militar, pelo facto de ser asmático. Quando regressou a Turim, toda a cidade estava ocupada por tropas alemãs, o que o fez refugiar-se nas montanhas de Serralunga di Crea, perto de Casale Monferrato, abstendo-se de apoiar qualquer uma das partes em conflito nesse território.
Depois da guerra, inscreveu-se no Partido Comunista Italiano, começando a trabalhar no órgão de imprensa do mesmo partido, o L’Unitá.
Já perto da morte, Pavese fez sucessivas visitas à sua terra natal, Le Langhe, onde havia passado grande parte da sua infância. Porém, em 1950, as desilusões amorosas e políticas que vinha sofrendo, levaram-no a cometer suicídio, num quarto de hotel por meio de uma «overdose» de barbitúricos (situação que podemos comparar com a última cena do seu livro Tra Donne Sole).
LIVROS QUE LI:
A Guitarra Quebrada
O Verão
Fogo Grande
Ofício de Viver (Diário) [UM LIVRO MARCANTE PARA MIM]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

LITERATURA ITALIANA

Conheço alguma coisa da literatura italiana, por várias vias:
TEATRO: Carlo Goldoni, Dario Fo (Prémio Nobel 1997), Luigi Pirandello (muito conhecida a sua peça, «6 Personagens à Procura de Autor»).[dois dramaturgos que revolucionaram o teatro]
ÓPERA: Metastasio, Lorenzo da Ponte foi um grande libretista, colaborou com os compositores: Vivaldi, Jomelli, Gluck, Hasse, Cimarosa e Mozart (As Bodas de Fígaro) e Francisco Maria Piave, que fez vários libretos para Verdi.
CINEMA: Pier Paolo Passolini, muito mais pelo cinema (Salô, As Mil e Uma Noites, Contos de Cantebery, Decameron, Medeia, Mamma Roma...), do que pela escrita.
CRÓNICAS: Oriana Fallaci, cujas crónicas durante bastante tempo, foram publicadas no extinto «Século Ilustrado». Li também «Carta a um menino que não chegou a nascer».
ARTE: Filippo Tommaso Marinetti, o mentor do movimento futurista.
POESIA: Gabriele d´Annunzio.
VIDA: Giacomo Casanova, além de ter lido alguma coisa, vi vários filmes e li vários livros, sobre a sua escandalosa vida.
BANDA DESENHADA: Emílio Salgari.
OS ESCRITORES CLÁSSICOS: Cícero, Caio Plínio, Nicolau Maquiavel (O Príncipe), Giorgi Vasari, Dante Alighieri ( A Divina Comédia), Petrarca, Giovanni Boccaccio (Decameron), Ovídio (O Elogio do Amor), Torquato Tasso.
De outros escritores li apenas um livro: Primo Levi (Se Isto é um Homem); Umberto Eco (O Nome da Rosa)[filme e livro]; Giuseppe Tomasi di Lampedusa (O Leopardo [filme e livro]); Antonio Tabucchi (Afirma Pereira) e Susana Tamaro (Vai onde te leva o coração[light]) Dino Buzzati (O Homem da Montanha), Mário Puzo (A Família e Padrinho) Carlo Coccioli (O Jogo), Felix Cucurrull (O Silêncio e o Medo),.
Outros escritores, de que gostei mais, vou fazer um destaque especial, estão neste caso: Italo Calvino, Alberto Moravia, Elio Vittorini, Cesare Pavese, Vasco Pratolini.

TERRORISMO

Uma série coordenada de ataques terroristas ocorreram em Mumbai na Índia. Foram atacados vários alvos: estações ferroviárias, bares, 1 restaurante, 1 Hospital, 2 Hotéis de luxo...
Os atentados foram reivindicados pelo Grupo Deccan Mujahedin. A cidade ficou em estado caótico, com tiroteios múltiplos. Por enquanto, ainda são vagas as informações relativamente a mortos (125?), feridos(300?), assim como a situação dos terroristas, porque parece que ainda já não estão todos neutralizados.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

QUEBRA NOZES - FADA AÇUCARADA

VITORINO NEMÉSIO MENDES PINHEIRO DA SILVA (1901-1978)

SE BEM ME LEMBRO…

Vitorino Nemésio, nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira, em 1901.
A sua vida estudantil foi complicada, foi expulso do Liceu de Angra, reprovou no 5.º ano e sentia-se incompreendido pelos professores. Do período do Liceu de Angra, Nemésio apenas guardou boas recordações de um professor de história, que o introduziu na vida das letras.
Em 1916 publicou o seu primeiro livro de poesia, Canto Matinal.
Com 16 anos de idade, desembarcou na cidade da Horta, para se apresentar a exames. Nemésio acabou por concluir o Curso Geral dos Liceus, em 1918, com a qualificação de dez valores.
Apesar da idade, Nemésio chegou à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo, já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho (primeiro mentor intelectual que o marcou para sempre) e por outras pessoas. Em 1918, em pleno final da Primeira Guerra Mundial, a Horta tinha um ambiente cosmopolita, possuía um comércio marítimo intenso e uma impressionante animação nocturna, a cidade era um porto de escala obrigatória. A sua estadia na Horta, contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever uma obra mítica, que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal, trabalhada desde 1939 e publicada em 1944, cuja acção decorre nas ilhas Faial, Pico, São Jorge e Terceira, sendo que o núcleo da intriga se desenvolve na Horta.
Este romance evoca um período (1917-1919) que coincide em parte com a sua permanência na ilha do Faial. Em 1919, iniciou o serviço militar, como voluntário, em infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora dos Açores. Concluiu o liceu em Coimbra (1921) e inscreveu-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio trocou o curso em que se tinha matriculado, pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra e em 1925 matricula-se no curso de Filologia Românica.
Na sua primeira viagem que fez a Espanha, com Orfeão Académico, em 1923, conheceu Miguel Unamuno (escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, foi o teórico do humanismo revolucionário antifranquista) com quem trocou correspondência anos mais tarde.
Em 1926, casou em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (1926), Jorge (1929), Manuel (1930) e Ana Paula (1931).
Em 1930, Vitorino Nemésio transferiu-se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no ano seguinte, conclui o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a leccionar literatura italiana. A partir de 1931 Vitorino Nemésio deu inicio à sua carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leccionou literatura italiana e mais tarde literatura espanhola.
Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.
Entre 1937 e 1939 leccionou na Universidade Livre de Bruxelas, regressando neste último ano ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.
Em 1958 leccionou no Brasil.
Em 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, proferiu a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase 40 anos.
Foi autor e apresentador do programa televisivo SE BEM ME LEMBRO [QUE EU BEM ME LEMBRO], que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de Dezembro de 1975 a 25 de Outubro de 1976.
Vitorino Nemésio foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional da Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.
Faleceu em 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF. Pouco antes de morrer, Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.
Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a actividade de docência.
Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.
Poesia
O Bicho Harmonioso (1938), Eu, Comovido a Oeste (1940), Nem Toda a Noite a Vida (1953), O Verbo e a Morte (1959), Canto de Véspera (1966), Sapateia Açoriana, Andamento Holandês e Outros Poemas (1976)
Nemésio é sobretudo um poeta, tal como ele próprio o afirma, uma vez que escrever poesia foi uma actividade ininterrupta mantida desde 1916 (com o Canto Matinal) até 1976 (Era do Átomo Crise do Homem).
Na opinião de Óscar Lopes, os volumes de versos podem-se agrupar em dois ciclos distintos e que se intersectam na obra, Nem toda a Noite a Vida, que é o mais heterogéneo de todos.
No primeiro ciclo a temática está relacionada com a insularidade, com a saudade à ilha, à infância, à adolescência, o pai e o seu primeiro amor proibido. Toda esta temática está bem visível em O Bicho Harmonioso e em Eu, Comovido a Oeste.
No segundo ciclo já se nota uma transmutação de temas, enveredando para uma temática religiosa e metafísica. Coloca questões acerca da vida e da morte, do ser (devir e permanência do ser), e da busca de sentido para a existência. Por isso o poeta é identificado com a corrente filosófica existencialista. A par desta poesia erudita o poeta cultiva também uma poesia popular profundamente marcada por símbolos de açorianidade, pelo que muitas vezes é acusado de regionalismo literário na sua obra.
Ficção
Paço de Milhafre (1924), Varanda de Pilatos (1926), Mau Tempo no Canal (1944), romance galardoado com o Prémio Ricardo Malheiros.
Os trechos de inspiração açoriana são bastante significativos na sua obra notando-se a presença de infantis lembranças, e amores, dores e agoiros de figuras de humildes que nestas páginas ficam vivendo, sob a obsessão circundante do mar, na opinião de Afonso Lopes Vieira. A sua experiência de ilhéu encontra-se presente na sua obra em geral, cuja vida no domínio da ficção se inicia em 1924, com a publicação do volume de contos Paço do Milhafre prefaciada por Afonso Lopes Vieira, e mais tarde rebaptizada com o titulo, O Mistério do Paço do Milhafre (1949).
Vitorino Nemésio ao longo de toda a sua carreira literária nunca deixou de surpreender os demais. O escritor nos seus romances conseguiu transmitir uma certa originalidade de escrita, sobretudo na descrição dos lugares e no desenho das personagens, e até dar uma certa generosidade humana, que se pode presenciar em Varanda de Pilatos, (1927) e no volume de novelas, A Casa Fechada, constituída por três histórias: O Tubarão, Negócio de Pomba e A Casa Fechada. Em relação a esta última história, a crítica foi bastante positiva e unânime, tendo sido considerada uma obra excepcional.
Contudo houve uma obra romanesca, mais complexa, variada, densa e subtil que é Mau Tempo no Canal, obra incomparável na literatura portuguesa do século XX. Este romance havia já sido "ensaiado" pela novela Negócio de Pomba, isto é, esta possui muitos aspectos que irão ser tratados a «posteriori» naquele romance.
Depois de ter escrito Mau Tempo no Canal, pode-se afirmar que Vitorino Nemésio nunca mais voltou aos trilhos do romance. Ele próprio afirma num inédito do seu espólio: Morro autor de um romance único. Mau Tempo no Canal, corresponde ao momento mais alto da sua vasta produção literária e é uma das obras-primas da literatura portuguesa.
Escreveu ainda Ensaio, Crítica e Crónica

terça-feira, 25 de novembro de 2008

EVOLUÇÃO ATÉ AO 25 DE NOVEMBRO DE 1975


Em Setembro é formado o VI Governo Provisório, com o Almirante Pinheiro de Azevedo, como primeiro-ministro. No entanto a mudança de governo não conseguiu aquietar a instabilidade, antes pelo contrário. O Conselho da Revolução e o MFA estavam divididos e a crise de autoridade agudiza-se. A 12 de Novembro uma manifestação convocada por um sindicato afecto ao PCP, cerca os deputados no interior do parlamento; a 20 o Governo proclama estar em greve por falta de condições para governar e a 24 ocorre em Rio Maior um levantamento de agricultores que cortam a Estrada Nacional nº 1 para norte.
Para pôr fim à situação de impasse entre sectores militares opostos (de um lado a esquerda radical que procura apoio em Otelo, de outro os militares simpatizantes do PCP e de Vasco Gonçalves e ainda de outro os militares alinhados com o "Grupo dos Nove", grupo de oficiais liderados por Melo Antunes) seria necessário que algum dos grupos avançasse. Os militares que apoiavam o Grupo dos Nove, tomou a iniciativa anunciando a destituição de Otelo da posição de comandante da Região Militar de Lisboa, e dando a entender que o COPCON seria eventualmente dissolvido.
A 25 de Novembro de 1975 sectores da esquerda radical (essencialmente pára-quedistas e polícia militar na Região Militar de Lisboa), provocados pelas notícias, levaram a cabo uma tentativa de golpe de estado, que no entanto não teve nenhuma liderança clara. O Grupo dos Nove reagiu pondo em prática um plano militar de resposta, liderado por António Ramalho Eanes. O plano previa, numa situação limite, a instalação de um governo alternativo no Porto e a hipótese de uma guerra civil (que poderia acabar por envolver interferência estrangeira).
O Presidente da República, Costa Gomes, conseguiu chamar a Belém os principais comandantes militares, incluindo Otelo, Rosa Coutinho (armada, tido como próximo do PCP), e os líderes do Grupo dos Nove (agora bastantes mais que 9) e concentrar assim em si a autoridade, evitando que outros assumissem o comando de facções capazes de mergulhar o país numa guerra civil. O PCP acabou por se abster de apoiar o golpe de esquerda e os militares revoltosos, sem liderança nem outros apoios, renderem-se sem grandes conflitos.

IRENE LISBOA - 50 ANOS APÓS A SUA MORTE



Irene Lisboa (Casal da Murzinheira, Arruda dos Vinhos, 1892 – Lisboa 1958), foi uma escritora, professora e pedagoga.
Irene Lisboa estudou na Escola Normal de Lisboa, tendo posteriormente, feito uma especialização em Ciências de Educação. Estudou também pedagogia na Suíça, França e Bélgica.
Em 1932 recebeu o cargo de Inspectora-orientadora do ensino primário e infantil, tendo reformulado completamente as orientações até aí existentes, para essa função.
Devido a algumas posições mais progressistas tomadas por Irene Lisboa, foi nomeada para o Instituto de Alta Cultura e logo de seguida convidada a aposentar-se, ou seja, em 1940 foi afastada do Ministério da Educação e de todos os cargos oficiais.
Enquanto estudou em Genebra (Suíça) devido a ter obtido uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, conheceu Piaget e Claparède com quem estudou no Instituto Jean-Jacques Rousseau.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF) fundou o Instituto Irene Lisboa em 12 de Janeiro de 1988, em homenagem à pedagoga Irene Lisboa.
A sua obra literária foi elogiada por alguns dos seus pares como José Rodrigues Miguéis, José Gomes Ferreira e por João Gaspar Simões, embora nunca tenha tido grande aceitação por parte do grande público.
A sua primeira contribuição na escrita foi com Treze Contarelos (livro de contos) publicado em 1926.
Na escrita, utilizou diversos pseudónimos: Manuel Soares, João Falco e Maria Moira.

Obra
Treze contarelos (1926).
Um Dia e Outro Dia... _ Diário de Uma Mulher (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (1936).
Outono Havia de Vir (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (1937).
Solidão: Notas do Punho de Uma Mulher (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (1939).
Fôlhas Volantes (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (1940)
Esta Cidade! (contos, Irene Lisboa [João Falco], (1942).
Apontamentos (1943).
Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma (contos) (1955).
Voltar Atrás para Quê? (novela) (1956).
O Pouco e o Muito. (1956)
Título Qualquer Serve (novela) (1958).
Queres ouvir? Eu Conto _ Histórias para Maiores e mais Pequeninos (1958).
Crónicas da Serra (1958).
Solidão II (prosa) (1966).
Versos Amargos (1991)

Colaborou em várias Revistas e Jornais: Seara Nova, Presença, O Diabo, Diário de Notícias, Revista Portuguesa, Revista Escolar.

BEM VINDOS AO NORTE

Uma comédia francesa para relaxar, realizada por Dany Boon e interpretada por Kad Merad, Dany Boon e Zoé Félix.

Por vontade da mulher, que quer ir para o sul de França, Philippe, empregado dos correios, é apanhado a fazer vigarices para conseguir um lugar no sul, o castigo não podia ser pior: trabalhar durante três anos, numa das regiões mais frias do país. A mulher recusa-se a acompanhá-lo e ele acaba por passar bons momentos com os afáveis e bem-humorados habitantes do Norte.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BALLET QUEBRA NOZES (Valsa das Flores)- TCHAIKOVSKI

FRANCIS SCOTT FITZGERALD (1896-1940)

Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de Setembro de 1896. Oriundo de família católica irlandesa, ingressou na Universidade de Princeton, mas não se chegou a formar. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se como voluntário. Começou a carreira literária em 1920, com This Side of Paradise (Este Lado do Paraíso), romance que lhe deu grande popularidade e lhe abriu espaço em publicações de grande prestígio. O seu segundo romance, The Beautiful and Damned (Os Belos e Malditos), foi publicado em 1922.
Com a esposa, Zelda Sayre, que introduziria uma componente trágica na vida do escritor (em 1930 foi internada num hospício), Fitzgerald mudou-se para a França, onde concluiu o terceiro e o mais célebre de seus romances, The Great Gatsby (1925; O Grande Gatsby). Essa obra, uma das mais representativas do romance americano, descreve a vida em alta sociedade com uma aguda reflexão crítica. Em 1934 publicou Tender is the Night (Terna é a Noite), romance pungente que o autor considerava a sua melhor obra.
Com a saúde já abalada pelo alcoolismo, Fitzgerald mudou-se para Hollywood, onde trabalhou como roteirista cinematográfico. Em 1939 começou a escrever seu último romance, The Last Tycoon (O Último Magnata), publicado postumamente em 1941. A obra era sua última tentativa de retratar a personalidade de um grande artífice do "sonho americano".
Fitzgerald, escreveu romances, contos, ensaios e peças de teatro. Conheço parte da sua obra através de filmes que adaptaram livros que escreveu ( Este Lado do Paraíso, Belos e Malditos, O Grande Gatsby e O Último Magnata) e li Terna é a Noite e Sonhos de Inverno (Contos).

DIA MUNDIAL DA CIÊNCIA

A Ciência tem duas faces: desenvolve a sociedade e complica a sociedade, como tudo, tem prós e contras e por vezes é necessário analisar estes dois vectores, de uma forma isenta.

domingo, 23 de novembro de 2008

EDUARD ESTIVILL ( Neurologista Espanhol)

Segundo este neurologista o sono é fundamental. «É a dormir que aprendemos e memorizamos. As crianças que mais dormem tornam-se mais altas e têm um quociente de inteligência mais elevado. Devíamos comprar a maior cama que há no mercado e assinar um contrato pré-nupcial sobre as questões do sono. Fazer sexo de manhã ou à tarde é bom, antes de dormir é errado. É um engano dizer que se dormiu demais, porque quando o cérebro fabricou e restaurou tudo aquilo de que necessita, desperta sozinho». NOTÍCIAS-MAGAZINE.
O Dr. Estivill, foi entrevistado por ter publicado o livro: RECEITAS PARA DORMIR BEM.
Obviamente que eu gostando e precisando, tanto de dormir, vou ler a entrevista com todo o interesse.

WALT WHITMAN (1819-1892)


Walt Whitman foi um poeta norte-americano, descendente de ingleses e neerlandeses, nascido em West Hills, Long Island.
Contudo, quando tinha apenas quatro anos de idade, a sua família mudou-se para Brooklyn, onde frequentou até aos onze anos uma escola oficial, trabalhando depois como aprendiz numa tipografia.
A partir de 1835 teve profissões diversas: impressor professor, editor e jornalista em vários jornais, assim como na campanha presidencial de Van Buren, tipógrafo, dono de uma papelaria...
No início de Julho de 1855 publicou a primeira edição de "Leaves of Grass" e cujos custos Whitman suportou. A primeira edição da obra mais importante da sua carreira, não mencionava o nome do autor, e continha apenas 12 poemas e um prefácio.
A obra poética de Whitman centra-se na colectânea "Leaves of Grass", dado que ao longo da sua vida o escritor se dedicou a rever e completar aquele livro, que teve oito edições durante a vida do poeta.
No Verão seguinte foi publicada a segunda edição de "Leaves of Grass" (1856), ostentando na capa o nome do seu autor. O livro foi recebido com entusiasmo por alguns críticos, mas mal recebido pela maioria, o que, contudo, não impediu Whitman de continuar a trabalhar em novos poemas para aquela colectânea.
A segunda edição de "Leaves of Grass" era composta por 32 poemas. Entre eles encontrava-se Poem of Walt Whitman, an American, o poema que haveria de se chamar "Song of Myself" (Canto de Mim Mesmo).
Em 1860 publicou a terceira edição da sua obra. Contudo, a editora foi à falência em 1861 e a edição, que continha 154 poemas, foi pirateada.
Entre 1863-1864 trabalhou para o Exército em Washington, DC, servindo como voluntário em hospitais militares. Regressou com marcas de envelhecimento prematuro, causado pela experiência da guerra civil.
Trabalhou posteriomente como funcionário do Departamento do Interior (1865) e publicou em Maio desse ano o livro "Drum-Taps", que continha 53 poemas acerca da guerra civil e da experiência do autor nos hospitais militares. No mesmo ano foi despedido pelo Secretário James Harlan, por este ter considerado "Leaves of Grass", indecente.
Em 1867 foi publicada a quarta edição de "Leaves of Grass", com 8 novos poemas. No ano seguinte saiu em Londres uma selecção de poemas de Michael Rossetti, intitulada "Poems by Walt Whitman".
A quinta edição de "Leaves of Grass" (1870-1871) teve uma segunda tiragem que incluía "Passage to India" e mais 71 poemas, alguns dos quais inéditos.
Depois de publicar "Democratic Vistas", Whitman viajou para Hannover, New Hampshire. Corria o ano de (1872). Na Faculdade de Dartmouth leu, "As a Song Bird on Pinions Free", posteriormente publicado com um prefácio. Em Janeiro de 1873, Whitman sofreu uma paralisia parcial. Pouco depois morreu a mãe e o escritor deixou Washington para se fixar em Camden, New Jersey, com o irmão George.
Em 1876 surgiu a sexta edição de "Leaves of Grass", publicada em dois volumes. Em Agosto de 1880, Whitman reviu as provas da sétima edição de "Leaves of Grass", mas as ameaças do Promotor Público, motivaram a suspenção da publicação.
A edição só foi retomada dois anos mais tarde, incluía 20 poemas inéditos e os títulos definitivos e uma ordem dos poemas revista. Em 1882 foi ainda publicado o livro "Specimen Days and Collect".
Os últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e admiradores americanos e europeus.
Em 1888, Whitman sofreu um novo ataque de paralisia e viu publicados 62 novos poemas sob o título "November Boughs" (1888). Ainda nesse ano foi publicado "Complete Poems and Prose of Walt Whitman".
A oitava edição de "Leaves of Grass" apareceu em 1889, e no ano seguinte o escritor começou a preparar a sua nona edição, publicada em 1892, ano da morte do poeta.
Cinco anos depois foi publicada em Boston a décima edição de Leaves of Grass (1897), a que se juntaram os poemas póstumos "Old Age Echoes".
LEAVES OF GRASS, É A SUA GRANDE OBRA.

Nos seus poemas, Walt Whitman elevou a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral, em termos pouco convencionais. Na sua obra "Leaves of Grass", Whitman exprime em poemas visionários um certo panteísmo e um ideal de unidade cósmica que o Eu representa. Profundamente identificado com os ideais democráticos da nação americana, Whitman não deixou de celebrar o futuro da América.
Ficou ainda mais conhecido mundialmente a partir das citações inseridas no enredo do filme «Clube dos Poetas Mortos».
"Introduziu uma nova subjectividade na concepção poética e fez da sua poesia um hino à vida. A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a idéia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno, incluindo o poeta e ensaísta português Fernando Pessoa."

ERNEST MILLER HEMINGWAY (1899-1961)


ERNEST HEMINGWAY, também é um dos meus escritores marcantes.
Hemingway, fez parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein (marchand d'art). Levando uma vida turbulenta, Hemingway, casou quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952, publicou, O Velho e o Mar, com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Hemingway recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1954.
A vida e a obra de Hemingway, teve intensa relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para um escritor americano, que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, tornou-se um toureiro amador e transportou essa experiência para dois livros: O Sol Também Se Levanta (1926) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Ao cobrir a Guerra Civil (1937) – como jornalista , não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo.
Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa, quando a Grande Guerra assombrava o mundo (1918). Hemingway tinha terminado o segundo grau em Oak Park e trabalhava como jornalista no Kansas City Star. Tentou alistar-se, mas foi preterido por ter um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na Cruz Vermelha. Na Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, sua inspiração na criação da heroína de Adeus às armas (1929). Atingido por uma bomba, retornou para Oak Park.


Voltou à Europa (Paris), em 1921, recém-casado com Elizabeth Richardson, seu primeiro casamento, com quem teve um filho. Na ocasião, trabalhava para o Toronto Star Weeky. Para um escritor em início de carreira, a Paris dos anos 20, era o lugar certo. Hemingway aproximou-se de outros principiantes: Ezra Pound (1885 – 1972), Scott Fitzgerald (1896 – 1940) e Gertrude Stein (1874 – 1940).
O seu segundo casamento (1927) foi com a jornalista de moda Pauline Pfeiffer. Com ela teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, na Flórida. O escritor sentiu a falta da vida de jornalista e de correspondente internacional. O casamento com Pauline era instável. Nessa época conheceu Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar e companheiro de farra e de pescarias. Foi com o amigo pescar, foram dois dias em alto-mar que terminaram em Havana, para onde voltava anualmente para pescar. Hospedava-se no hotel Ambos Mundos, em plena Habana Vieja, bairro mais antigo da cidade que se tornou depois o lar do escritor, e os cenários que comporiam a sua história e a da própria ilha, pelos próximos 23 anos. Duas décadas de turbulências, que teriam como desfecho a revolução socialista e o seu suicídio.
Em Cuba, o escritor apaixonou-se por Jane Mason, casada com o director de operações da Pan American Airways e tornaram-se amantes. Em 1936, novamente se apaixonou, pela destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio. Assim, Hemingway partiu para a Espanha, onde Martha já estava e no período da guerra, os dois viveram um romance que resultou no seu terceiro casamento. Quando a república caiu e a Europa vivia o prenúncio de um conflito generalizado, Hemingway retornou para Cuba com Martha.
Em 1946, o escritor casou-se pela quarta e última vez com Mary Welsh, também jornalista. Hemingway, estava cada vez mais instável emocionalmente.
Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio apareceu em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929, por problemas financeiros e de saúde (diabetes). A sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, atormentava-o com a sua personalidade dominadora. Quando pai se matou enviou-lhe a pistola. O escritor, atónito, não sabia se sua mãe estava querendo que ele repetisse o acto do pai ou se queria que ele guardasse a arma como lembrança.
Aos 61 anos e muito doente (hipertensão, diabetes, arteriosclerose, depressão e perda de memória) Hemingway acabou com a sua vida, assim como fizera seu pai.
Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da "evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum (Idaho), pegou na sua espringada de caça e disparou contra si mesmo.
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Está nos arquivos do FBI, que Hemingway foi espião americano em Cuba. O jornal, The Sunday Times localizou documentos, que comprovam definitivamente o envolvimento do escritor. Em troca de – 500 dólares por mês –, ele transmitia informações ao governo americano, sobre pessoas que freqüentavam sua casa em Cuba, no começo da década de 40. No final da vida, o próprio escritor contava histórias a respeito de seu círculo de informantes na ilha. Tudo indicia que uma "causa nobre" em princípio o motivou. Em 1941, com a II Guerra Mundial em andamento, pareceu-lhe importante vigiar os possíveis simpatizantes do fascismo em Cuba, país onde mantinha residência havia alguns anos. Hemingway expôs a idéia ao embaixador americano, que concordou em apoiá-lo. O escritor, então, reuniu um grupo de informadores e passou a coordená-lo. Para o governo dos Estados Unidos, ele era o "agente 08". Em 1983 o biógrafo Jeffrey Meyers, encontrou nos arquivos do FBI, um dossiê detalhado a respeito do escritor, mostrando que o poderoso órgão de inteligência, comandado na época por Edgar Hoover, tinha conhecimento das iniciativas de Hemingway – e as desaprovava, por considerá-lo simpatizante do comunismo.
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O desejo de “escrever o que realmente aconteceu na vida real” sobre assuntos de relevância para a condição humana, levou Hemingway aos mais diversos lugares do planeta: à Itália, durante a primeira guerra mundial; a Paris, quando a capital francesa era o centro literário e cultural do mundo; a Espanha, durante a guerra civil; a África; a Cuba; a China, durante a invasão japonesa; e a Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial. Nestes lugares ele teve a oportunidade de tecer relatos de estilo jornalístico, que se desdobram sobre temas centrais para a experiência humana no século vinte: a guerra, o crime, o medo da morte, o amor, a perda. Traçou assim um esboço do que preocupava e afligia as pessoas de sua geração e descreveu um mundo moderno que podia ser perigoso e muitas vezes nocivo e amoral.
HEMINGWAY tem uma vasta obra: romance, ensaio, contos, histórias, etc
LI:
Adeus às Armas
Ter e Não Ter
Por Quem os Sinos Dobram
Do Outro Lado do Rio e Entre as Árvores
O Velho e o Mar
O Jardim do Éden
Paris é uma Festa
Fiesta

A Capital do Mundo (contos)
A ESCRITA É EXTENSA, A PRÓPRIA VIDA DE HEMINGWAY FOI UM ROMANCE.

SÉTIMO CÉU

DA DRAMATURGA BRITÂNICA CARYL CHURCHILL:

INTÉRPRETES: Amadeu Neves, Fernanda Lapa, João Grosso, Luís Gaspar, Marta Lapa, Sérgio Praia e Sofia Nicholson.
ENCENAÇÃO: Fernanda Lapa
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SÉTIMO CÉU, está dividido em dois actos.
PRIMEIRO ACTO: Passa-se na África «vitoriana, onde aos poucos, a mentira se vai revelando e envolvendo todos os elementos.
SEGUNDO ACTO: Passa-se em Londres, anos depois dá-se a ver, em cenas que misturam o humor feliz e a crítica feroz, o que mudou e o que afinal de contas, talvez não tenha mudado assim tanto!
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Esta peça aborda temas como: adultério, pedofilia, incesto, homossexualismo masculino e feminino, masturbação...mas também solidão, carência de afecto, desprezo, humilhação, rejeição, subjugação, dominação....

sábado, 22 de novembro de 2008

MAGALHÃES


Este «MAGALHÃES», é uma mentira propangandista do Sócrates. O computador não é feito em Portugal, é da Intel e chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao Terceiro Mundo. Foi-lhe dado o nome de MAGALHÃES, pensando no FERNÃO MAGALHÃES.



Fernão Magalhães, nasceu em Sabrosa(?) em 1480 e ficou na História por ter, ao serviço do Rei de Espanha, comandado a expedição marítima, que efectuou a primeira viagem de Circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a atravessar o estreito, que depois passou a ter o seu nome e foi o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico, mas não concluiu a viagem, porque morreu em combate em 1521, com nativos da Ilha de Mactan, nas Filipinas, sendo depois substituído por, Juan Sebastian Elcano.

Fernão Magalhães cedo foi para a marinha e fez várias viagens, participando em várias acções, inclusivamente na defesa de Azamor em Marrocos. Após este feito pretendia que D. Manuel I o recompensasse, mas tinha chegado aos ouvidos do rei a maneira pouco escrupulosa, como Magalhães tinha dividido as presas de uma incursão e se não teve nenhum castigo, também não teve nenhuma benesse.
Magalhães foi para Espanha e teve conhecimento do projecto de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares que estavam interditos aos portugueses, por causa do Tratado de Tordesilhas. O projecto foi aprovado por Carlos V e Fernão Magalhães preparou uma esquadra de 5 navios, com 234 homens. O arranque da viagem ocorreu em 1519, acompanhou a expedição Antonio Pigafetta, escritor italiano, que narrou toda a viagem e foi um dos sobreviventes.
A expedição chegou em 1522, com apenas uma nau e 18 homens.






KATE MELUA - THE CLOSEST THING CRAZY

KATE MELUA - I CRIED FOR YOU

MARTINE AUBRY

Tinha escrito há dias sobre as eleições, para a liderança do Partido Socialista Francês. Os resultados chegaram esta manhã, e Martine Aubry ganhou a Ségolène Royal por 41 votos. Os resultados estão a ser muito contestados e a questão poderá não ficar por aqui.

CINEMATECA NO PORTO

Há muitos anos o Porto reivindicava uma cinemateca. O Ministro da Cultura anunciou, que o pólo portuense da cinemateca, vai ter três espaços: Casa das Artes (até que enfim, esta sala já está fechada há uns anos!), Casa do Cinema Manuel de Oliveira (até que enfim que vai abrir!) e Fundação de Serralves (já por lá passa algum cinema!). GRANDE FARTURA!?...

LIVRARIA BYBLOS


Durou um ano, o projecto megalómano de Américo Areal, quando criou a primeira livraria de fundo editorial, disponibilizando a totalidade das obras publicadas em língua portuguesa. Disse Areal: « o sonho transformou-se em pesadelo»!. Américo Areal ex-dono das Edições Asa, vai levar 50 empregados para o desemprego. Como tenho uns certos conhecimentos da família Areal, presumo quem se estará a rir do sucedido!?...

FERNANDO ECHEVARRIA

ULTIMA CANÇÃO
Uma alegria a atravessar a pena.
Enquanto a pena se desembacia
e a sua luz deixa a negrura,
que era tão invisível.
Mas transparecia.
Uma alegria que pesa.
Sobe, difícil, pela paz.
E brilha a despedir-se
do amor da orquestra
indo a um silêncio
que quase ainda trila.
Depois, quando a alegria
cessa de estar sujeita
ao peso da atmosfera, sobe ainda.
E deixa a base do silêncio aberta
para a pena impregnar sua alegria.

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Fernando Echevarría, poeta português nascido em Cabezón de la Sal, Cantábria, em 1929. Filho de pai português e mãe espanhola, estudou filosofia em Espanha.

Obras
Entre Dois Anjos (1956)
Tréguas para o Amor (1958)
Sobre as Horas (1963)
Ritmo real (1971)
A Base e o Timbre (1974)
Introdução à Filosofia (1981)
Fenomenologia (1984)
Figuras (1987)
Uso da penumbra (1995)
Geórgicas (1998)
Introdução à Poesia (2001)
Epifanías (2007)
Obra Inacabada (2007)

Prémios
Grande Prémio de Poesia do Pen Club (1981 e 1998), por Introdução à Filosofia
Grande Prémio de Poesia Inasset (1987), por Figuras
Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1991), por Sobre os Mortos
Prémio de Eça de Queiroz (1995)
Prémio de Poesia António Ramos Rosa (1998)
Prémio Luís Miguel Nava (1999)
Prémio Padre Manuel Antunes (2005), pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Prémio D. Dinis (2007)

Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (2007) por toda sua trajectória poética compilada em 'Obra Inacabada'
Condecorado pelo presidente de República portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique.

CASA DA MÚSICA - À VOLTA DO BARROCO COM O CORO DO KING'S COLLEGE

KING'S COLLEGE

PROGRAMA: Música Coral Inglesa - Obras de Johann Sebastian Bach, William Byrd, John Dowland e Orlando Gibbons, acompanhadas ao órgão.

No séc XVI a vida musical inglesa foi profundamente afectada pelas convulsões religiosas, processo violento, que se arrastará durante toda a primeira metade de quinhentos e só gradualmente acalmou com a subida ao trono de Isabel I (1558).
Tudo começou em 1532, com a separação da Igreja inglesa da Igreja católica romana, no reinado de Henrique VIII, devido ao divórcio de D. Catarina, não autorizado pelo Papa. O latim foi substituído pelo inglês, nos serviços religiosos anglicanos, que depois foi confirmado por Eduardo VI, brevemente interrompido no reinado de Maria Tudor e restaurado no reinado de Isabel I. Os compositores viram-se na contingência de compor em conformidade com o credo vigente.
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O Coro do King's College de Cambridge, foi fundado no século XV e embora a sua função seja cantar diariamente os serviços religiosos na Capela, são conhecidos em todo o mundo, não só através de gravações, como deslocações ao estrangeiro. O fundador do Coro do King's College, foi o Rei D. Henrique VI em 1441, para acompanhar os serviços religiosos da sua magnífica Capela, uma jóia da herança cultural e arquitectónica britânica.

CONVERSA DE AUTOCARRO

-Viste na televisão aquele tipo que prenderam?
-Sacana!?...São todos uns mamões! Ainda deviam prender muitos mais!..O que era preciso era um Salazar, punha isto tudo direito, o Salazar a mim nunca me fez mal! Foi um homem honesto, vê lá se lhe descobriram alguma fortuna e se não deixou umas barras de ouro! Agora não há nada de nada!
-Para algumas coisas era bem preciso?!...
-Olha os professores, dantes nem piavam…vamos lá ver se vence a teimosia dos professores ou a teimosia do Sócrates!
-Não consigo trabalhar em parte nenhuma e não posso estar quieta, ontem fiz uma limpeza à minha casa completa. As senhoras agora só querem gente nova e depois queixam-se!
-Eu tenho uma reforma de miséria, pago a renda, a luz e a água e como sopa, não dá para mais nada!
-E muita gente vive com o subsídio mínimo garantido, superior à tua reforma, levanta-se às horas que querem e andam depois por aí a passear!
-Que porcaria de vida, ai Salazar se visses estes políticos de merda e cada um mais mamão que o outro… não há limites!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

HC-UPP-MADAME DE...

Um clássico, realizado por MAX OPHÜLS, que o Zé Eduardo considerou como obra-prima absoluta. Eu gostei do aspecto formal do filme, mas considerei o argumento frágil.

O argumento anda à volta de uns brincos, que são dados por um general à mulher, mas ela, que é muito «coquette» e está cheia de dívidas, resolve vender os brincos e usa a desculpa de os ter perdido. O marido fica muito pesaroso, mas como é amigo do penhorista, este diz-lhe o que aconteceu e vende-lhe os brincos. De posse novamente dos brincos, ele trata a mulher, que lhe mentiu, com toda a ironia e depois decide dar os brincos a uma amante, que vai para Constantinopla. Esta perdendo tudo no jogo, vende os brincos e os mesmos vão ser comprados por um diplomata, que regressa a Paris e se vai apaixonar pela mulher do general, dando-lhe os brincos de diamantes, para surpresa da mesma. Forja uma mentira e diz ao marido que encontrou os brincos e o general obriga-a a dar os brincos a uma prima. Por dificuldades de dinheiro, os brincos vão outra vez parar às mãos do penhorista e depois são novamente comprados pelo general. O general sabendo do romance da mulher com o diplomata, desafia-o para um duelo e deixa os brincos em casa, a mulher vai doá-los à igreja, para que o seu apaixonado não morra e vai para o sítio do duelo. O diplomata morre no duelo e a mulher morre de comoção.
[As mulheres naquela altura, século XIX e naquele extracto social, viviam muito de maleitas muito teatralizadas, eram contrariadas e faziam que desmaiavam com muita facilidade! Eram piegas e mentirosas, defendiam-se por subterfúgios. Neste filme o retrato que é dado do mundo feminino é muito negativo. SOIS BELLE ET TAIS TOI! ( Sê bela e está calada)]

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

JOSÉ PEREIRA

Há casos que surpreendem, numa sociedade muito «voyerista», individualista, consequentemente com pouca sensibilidade, fraternidade e solidariedade. José Pereira é um desses casos de coragem e de consideração pelo próximo, que para além de tudo, eu considero um humanista excepcional.
Circulava na estrada, quando aconteceu o despiste de um camião cisterna que transportava combustível para aviões. O camião incendiou-se e José Pereira saiu do carro e descendo um declive ouviu a voz do motorista, José Guimarães, a pedir que não o deixassem morrer. O fogo já lhe tinha destruído parte da roupa. José Pereira com os riscos evidentes num caso destes, fez os possíveis para o tirar daquele sítio, com grandes dificuldades.
O INEM deu-lhe assistência devido ao fumo e José Pereira foi para casa, com os gritos, as chamas, o fumo, o desespero de um homem a arder e sem qualquer apoio psicológico!
Disse, que toda a cena não lhe saiu da cabeça e só a chegada dos filhos, chamando-lhe herói, lhe deu alguma alegria.
José Guimarães, encontra-se hospitalizado em estado grave, não se sabe o desfecho, de qualquer forma enquanto à vida há esperança! Hoje podia ser um cadáver, se não tivesse encontrado um HERÓI no seu caminho!

MANUELA FERREIRA LEITE

A LÍDER DO PSD NO SEU MELHOR!?....
«NÃO É POSSÍVEL FAZER REFORMAS EM DEMOCRACIA...NÃO SERIA MELHOR VIVER DURANTE SEIS MESES SEM DEMOCRACIA?...»
ESTA FOI UMA DECLARAÇÃO DE IMPOTÊNCIA PROGRAMÁTICA, DE UMA CANDIDATA A PRIMEIRO-MINISTRO!?...

DEPOIS DISTO...O QUE PRETENDE?
COMO NÃO A CONSIDERO DE TODO ESTÚPIDA, PARECE QUE A «INDISTINTA» SENHORA ESTÁ A FAZER TUDO PARA QUE LHE TIREM A «BATATA QUENTE DA MÃO»

MICKEY MOUSE

Este meu grande amigo fez ontem, 80 anos. Nasceu em 18.11.1928, o seu criador foi o Walt Disney e tem uma Estrela no Passeio da Fama em Hollywood. É amigo de Pateta, a sua namorada é a Minnie, o seu cachorro é o Pluto e mesmo em mundos separados, é amigo do Pato Donald. Vem cedo conheci esta «malta» intemporal. Era uma devoradora dos seus livros e deliciava-me a ver as curta-metragens destas «personalidades». Antes dos filmes, era habitual, passar «os desenhos animados», algo que já se perdeu há muito tempo. Coleccionava os livros, que depois passaram para os meus sobrinhos, depois para os meus filhos e ainda andam por aí...
Mickey e a sua malta, se existissem eram «pôdres» de ricos, a todo o comércio que sempre os envolveu!

MICKEY MOUSE REGENDO «GUILHERME TELL»

CINE-TEATRO CONSTANTINO NERY

Em 1906, um endinheirado «brasileiro de torna-viagem», Emygdio José Ló Ferreira, nobilitado com o título de Visconde de Trevões, inaugurou em Matosinhos, aquela que seria durante muitos anos, a principal sala de espectáculos, o Theatro Constantino Nery, assim baptizado para homenagear o Governador do estado brasileiro de Manaus, que tinha ajudado a singrar, o pobre emigrante português Ló Ferreira. Em 1907, a sala começou a apresentar sessões regulares de cinema, usando também a designação de «Cynematographo Deslumbrante». A sala apresentava teatro, cinema, concertos, recitais, palestras e comícios. Ficaram célebres os comícios da campanha de Humberto Delgado e os dos pescadores do pós-25 de Abril. Depois, como outras salas, entrou em declínio e fechou, estando anos no abandono e na ruína. A autarquia reabilitou o teatro, para fazer o seu teatro municipal, renovando de um modo profundo o espaço. Este mês foi a sua reabertura. O espaço polivalente, propõe-se exibir cinema de autor, teatro, concertos e tem ainda um espaço de café-concerto. Ontem fui a um concerto e simultaneamente fui conhecer o espaço, que é agradável visualmente e está apetrechado para responder aos desafios de uma sala de espectáculos do século XXI.




CONCERTO PELO QUARTETO DE CORDAS DE MATOSINHOS

VASCO MENDONÇA (1977-)- Caged Symphonies (encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos)-este quarteto foi distinguido com uma Menção Honrosa no concurso de composição Clefworks 2008, nos EUA, a atribuição da distinção foi pela «notável excelência técnica»

FELIX MENDELSSOHN (1809-1847) - Quarteto de Cordas , op.13 [Belíssimo este quarteto]

terça-feira, 18 de novembro de 2008

DULCE PONTES - BALADA PARA UN LOCO de ASTOR PIAZOLLA

AMELITA BALTAR canta BALADA PARA UN LOCO de ASTOR PIAZOLLA

JOHN STEINBECK (1902-1968)

Outro dos meus escritores favoritos.
Joun Steinbeck, para custear os seus estudos, teve as mais variadas profissões e isso deu-lhe uma grande experiência de vida. Depois foi jornalista, até poder dedicar-se inteiramente à escrita. Os livros que mais me marcaram foram: A UM DEUS DESCONHECIDO, RATOS E HOMENS, O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO E AS VINHAS DE IRA. Este último é considerado a sua obra-prima, conta a exploração a que são submetidos os trabalhadores itinerantes e sazonais, através da família Joad, que migra para a Califórnia, atraída pela ilusória fartura da região. Este filme foi adaptado ao cinema por John Ford, mas outros dos seus romances, também foram adaptados ao cinema.
Ganhou o Prémio Pulitzer e o Nobel da Literatura em 1962.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

RAQUEL TAVARES (Fado magala)



ESTE FADO É DEDICADO A UMA PESSOA COM MUITO FADO!?...

SÉGOLÉNE ROYAL

Os socialistas franceses, não conseguiram superar as divisões internas, fracassando assim a tentativa para escolher um novo líder e definir uma plantaforma, que possa derrotar o presidente conservador, Nicolas Sarkozy.
Durante três dias, o congresso revelou-se inconclusivo e só na quinta-feira haverá a votação, para escolha do primeiro-secretário do Partido Socialista. Sègoléne Royal, tem como adversários, Martine Aubry, presidente da Câmara de Lille e filha do ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors e o deputado europeu Benoît Hamon. Mesmo que Ségolène ganhe, a sua capacidade de liderança será afectada, porque pelo que se viu no congresso, não terá o apoio dos principais dirigentes do partido. Observadores consideram, que mesmo que o PS tivesse uma figura suficientemente forte, já era difícil vencer Sarkozy, assim divididos nem hipóteses têm.
«O Partido Socialista está gravemente enfermo, não se sabendo muito bem qual a melhor medicação para o recuperar, nem há a certeza se a recuperação ainda será possível em tempo útil».
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Ao ler esta notícia no JN e mau grado o descontentamento de muita gente ao Governo PS, considero que a situação presente do PSD, está muito similar ao PS francês.

FIÓDOR MIKHAILOVICH DOSTOIÉVSKY (1821-1881)

Comecei a ler desde muito nova e há escritores que me marcaram bastante. Um deles foi Dostoiévsky, cujos romances li de forma obsessiva, como: Crime e Castigo, Os irmãos Karamazov, Recordação da Casa dos Mortos, O Jogador, A Voz Subterrânea e Noites Brancas. Para mim, Dostoiévsky é dos melhores escritores de sempre. Unanimemente é considerado um dos melhores escritores da literatura russa e fundador do existencialismo, principalmente pelo seu livro: A Voz Subterrânea. A sua obra explora a autodestruição, a humilhação e o assassínio e analisa estados patológicos, que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio. Foi um escritor que influenciou o modernismo literário, assim como as escolas de teologia, psicologia, filosofia e sociologia.
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Dostoiévsky, era de origem aristocrata. O seu pai era médico e proprietário. Cedo perdeu a mãe e o pai tornou-se num alcoólico. Foi estudar para a escola militar e quando soube que o pai, por mau tratamento aos seus servos, tinha sido assassinado, abandonou a escola, não se dava bem com armas. Contra a atitude do pai, envolveu-se numa conspiração revolucionária, foi preso e enviado para a Sibéria.
Mais tarde a sua pena foi comutada e ao regressar decidiu dedicar-se inteiramente à escrita. A sua obra ficou marcada pelo anti-capitalismo, contra o capitalismo selvagem. O seu romance «Os Irmãos Karamazov», foi considerado por Sigmund Freud, como o melhor romance já escrito.

domingo, 16 de novembro de 2008

NABUCCO - VERDI (Coro dos Escravos)

FREI FADO DE EL-REI



Há uns anos assisti à sua estreia e fiquei bastante impressionada com o seu som, portanto é com satisfação, que soube que ganhou recentemente o Prémio Zeca Afonso.

MANUEL ALEGRE

Eu tenho uma grande consideração por este político e pelas tomadas de posição, que tem tomado, de acordo com a sua maneira de ver os problemas. Presentemente estão na ordem do dia os problemas gravíssimos e vertiginosos, que o país atravessa a nível do ensino, já que ninguém sabe onde isto vai parar! Alegre tomou uma posição contra o Governo e pediu a Sócrates, que ouvisse os professores. Quebrou a disciplina de voto várias vezes e considera ter uma relação tensa com o Primeiro Ministro, consequentemente será difícil fazer parte, da lista de deputados para novas legislativas (é pena, porque o que há lá mais são «verbos de encher»). Eu considero que Alegre é uma pessoa sensata e honesta, já que segue o que considera ser mais democrático, pelo contrário Sócrates, que é teimoso e arrogante, só revela a sua anti-democracia, que a maioria que obteve, lhe tem dado força. É pena que se esqueça, que ter força, nada tem a ver com ter razão.

ANTÓNIO PINTO FERREIRA

Alguém sabe quem é este senhor? Este senhor é o Ministro da Cultura!?...Alguém o viu por aí? Este senhor saiu da sua letargia, para dizer que está descontente com a verba de 254 milhões que o Orçamento de Estado lhe concedeu, e tem o desplante de deitar a culpa aos ministros da cultura anteriores, dizendo que só paga dívidas. Lembro-me que na sua posse, quando a Drª. Isabel Pires de Lima deixou o cargo, este senhor disse que ia fazer muito melhor, com o mesmo dinheiro e que tinha grandes ideias, afinal esta foi uma mudança prejudicial para a Cultura, valia mais ter ficado, quem lá estava, porque sempre ia fazendo alguma coisa e comparecia nos eventos culturais. Quanto à Cultura, toda a gente sabe, que pouco interessa para o Governo!

CHARLES ROBERT DARWIN (1809-1882)

A propósito dos debates, que têm ocorrido na Gulbenkian (ainda se discutem as teorias de Darwin).
Darwin foi um naturalista britânico, fez estudos de medicina e de teologia e levou grande parte da sua vida a fazer investigações na Natureza, viajando para vários sítios. As suas conclusões escandalizaram o mundo, quando em 1858, publicou o livro «A ORIGEM DAS ESPÉCIES», onde dá conhecimento da suas teorias sobre EVOLUÇÃO, explicando como ela se dá, por meio da SELECÇÃO NATURAL E SEXUAL. Estes seus estudos estavam ocultos, só meia dúzia de amigos sabiam, Darwin tinha receio de ser severamente punido, ao publicar o livro. Segundo as suas teorias a evolução acontecia a partir de um ANCESTRAL COMUM e o do homem seria o macaco.
O seu trabalho é muito extenso para uma abordagem mais completa. Depois de apresentar o livro citado, escreveu por exemplo: «A DESCENDÊNCIA DO HOMEM E SELECÇÃO EM RELAÇÃO AO SEXO» e «A EXPRESSÃO DA EMOÇÃO EM HOMENS E ANIMAIS».
O aspecto polémico, era que as suas ideias iam contra a noção da CRIAÇÃO DIVINA, defendida pelos CRIACIONISTAS.
[ESTUDEI ESTAS TEORIAS, ASSIM COMO A SEPARAÇÃO A DADA ALTURA DOS MACACOS, PARA OUTRAS ESPÉCIES DE SÍMIOS E DOS MACACOS PARA O HOMEM E TAMBÉM DA DESCOBERTA DOS OSSOS, QUE TESTEMUNHAM A EVOLUÇÃO FÍSICA E MENTAL DO HOMEM E FIQUEI SEMPRE COM AS MINHAS SUSPEIÇÕES. QUANDO UMA PESSOA NÃO É CRENTE, O CRIACIONISMO É TAMBÉM UM BURACO ESCURO, PORQUE AS EXPLICAÇÕES DADAS, SÃO SEMPRE NO CAMPO DO TRANSCENDENTE E ÀS VEZES MUITO PRIMÁRIAS E RIDÍCULAS. É MAIS CONCRETA A TEORIA DE DARWIN, NO ENTANTO TEM EM SI PRÓPRIA AINDA UM MISTÉRIO, NAS PROVAS OBTIDAS HÁ UM ELO, QUE AINDA NÃO FOI DESCOBERTO, DENTRO DO ESQUEMA DE EVOLUÇÃO FALTA ENCONTRAR UM DOS ANIMAIS DE LIGAÇÃO, ALÉM DE DA EVOLUÇÃO CEREBRAL, QUE DE FACTO É MUITO COMPLEXA]

D. CATARINA DE BRAGANÇA - NOVO LIVRO DE ISABEL STILWELL

Stilwell, já escreveu outro livro de temática histórica «Filipa de Lencastre», a Princesa inglesa, que casou com D. João I. Eu não li, mas tive boas referências sobre o livro. Recentemente saiu um novo livro de Stilwell, sobre Catarina de Bragança, uma princesa, que casou com o rei inglês, Carlos II, livro que também tem boas referências.

D. CATARINA DE BRAGANÇA (1638-1705)
Era filha de D. João IV e da espanhola D. Luísa de Gusmão.
D. Catarina apesar de ser católica, casou com um rei protestante, na época o factor religioso, provocava muitos problemas, inclusivamente guerras.
É habitual dizer-se, que D. Catarina sofreu muitas desconsiderações do rei, porque este mantinha várias favoritas, mas isso eram os usos da época. Os casamentos eram feitos por contrato e o que pesava eram os interesses políticos e económicos. Amor no casamento era um «luxo» e mesmo no século XX, ainda houve casos similares, por exemplo: aconteceu com o Xá da Pérsia, com Eduardo VIII e mesmo com o Príncipe de Gales, que foi pressionado a casar com Diana.
D. Catarina também esteve para casar com Luís XIV e de certeza, que a vida seria igual para ela ou ainda pior!
D. Catarina tudo aguentou e nos 23 anos, que durou o seu casamento, sempre amou D. Carlos. O próprio a devia ter amado à maneira dele, porque pela sua religião e principalmente por D. Catarina, nunca lhe ter dado um filho, o Parlamento por várias vezes o pressionou ao divórcio e o rei tinha de várias mulheres 15 bastardos.
Como rainha, D. Catarina foi interveniente na corte e fez diversas inovações, o mais conhecido é a substituição dos pratos de ouro e prata, por pratos de porcelana, para evitar que a comida ficasse fria e a introdução do chá, que veio a tornar-se a bebida oficial inglesa.
Depois de ficar viúva, continuou 9 anos em Inglaterra. A D. Carlos, sucedeu o seu irmão Jaime II, que depois foi deposto por Guilherme III, um acérrimo protestante. D. Catarina sentiu, como católica, a desconfiança a cair sobre ela e pediu ao seu irmão, D. Pedro II, para regressar a Portugal. Quando regressou teve da parte dos ingleses, grandes manifestações de pesar.
Em Portugal, por duas vezes foi regente, por impedimento do rei.
Morreu no Palácio da Bemposta, que tinha mandado construir, para sua residência.

sábado, 15 de novembro de 2008

DEBUSSY - CLAIR DE LUNE

RAPAZOTE


Um gato que procura os sítios mais incríveis, para estar à beira das pessoas.
[Hoje não foi um dia agradável e por aqui me fico].