Vai ser lançada a tradução deste livro em mirandês, que já foi traduzido em mais de 200 línguas, incluindo dialectos europeus, africanos e asiáticos, sendo o livro mais traduzido depois da Bíblia. segunda-feira, 11 de abril de 2011
L PRINCEPICO
Vai ser lançada a tradução deste livro em mirandês, que já foi traduzido em mais de 200 línguas, incluindo dialectos europeus, africanos e asiáticos, sendo o livro mais traduzido depois da Bíblia. segunda-feira, 28 de março de 2011
A INVENÇÃO DA ESCRITA
Tudo começou com os chamados pictogramas, usados como «ajuda» de memória e que depois vão evoluir para representação de uma ideia ou de um som, escrita que será utilizada até ao Século I da era cristã. Foi no 4º Milénio na cidade próspera de Urk, que o grande desenvolvimento das relações comerciais, motivou o surgimento dos pictogramas e dos escribas, que aperfeiçoam pouco a pouco um sistema de sinais para anotar a natureza e a quantidade das mercadorias. Assim nasceu a escrita. Estas informações eram gravadas em placas de argila, matéria-prima em que a Mesopotâmia era rica. As gravações eram feitas com a argila húmida e mole, que depois era seca ao sol. Os mais antigos exemplares foram encontrados nos templos em Urk, datados de 3200 a.C. e também em Djemder-Nasr e Ur. Esta era uma forma de contabilidade, mas também eram narrados factos da vida comum. O desenho estilizado de uma cabeça humana significa «cabeça», duas linhas onduladas «água», um triângulo púbico com o traço da vulva designa mulher, etc. Os estudiosos consideram que estes pictogramas vêm de um sistema mais antigo de 6000 a.C. em que os agricultores do Médio Oriente usavam pequenos objectos de argila para fazer o inventário das colheitas, uma espécie de cones. Os pictogramas, são para os especialistas «suportes de memória» e vão evoluir ao longo dos séculos. Combinando vários pictogramas vão chegar à expressão de uma ideia, «ideograma». Em 3000 a. C. os geniais Sumérios conseguiram chegar ao fonetismo, usando um processo tão simples como uma brincadeira de criança: a charada. Tiveram a ideia de usar pictogramas para designar não os objectos que representavam directamente, mas outros com um nome foneticamente igual. O sistema mais flexível, tinha um vocabulário escrito de cerca de 600 caracteres, menos de um terço da antiga linguagem pictográfica. Ao mesmo tempo que a língua evoluiu, evoluem também a forma e a estilo. As primeiras placas foram gravadas em colunas verticais a partir do canto superior direito. Isto implicava que a mão esborrata-se os sinais daí a mudança para a escrita horizontal da esquerda para a direita, que se uniformizou mais tarde. Abandonam o instrumento aguçado e a partir de c. de 2 500 a.C., começam a utilizar a ponta de junco triangular que penetra facilmente na argila. Estas marcas ganham a forma de cunhas e de linhas. Mais tarde, o sistema de escrita sumério recebeu o nome de «cuneiforme». Limitada de início aos templos e palácios, a escrita cuneiforme propaga-se na sociedade suméria e depois noutras regiões. Era utilizada para registar leis, transmitir ordens, mas também tinha a sua aplicação cultural, os poetas utilizavam-ma para escrever mitos e narrativas, sendo o mais célebre a Epopeia de Gilgamesh, um rei que reinou em Uruk. A escrita nasceu quase ao mesmo tempo na Mesopotâmia e no Egipto, o poder dos escribas era muito grande, não só na administração como guardiões de mitos e intermediários entre os deuses e os homens. Os hieróglifos egípcios são «imagens divinas» reveladas pelo deus Thot. Têm poderes mágicos e são um meio de comunicar com os deuses. Na China, a escrita aparece 1 000 anos mais tarde, é o sinal e a arma do poder. No tempo dos Tang, os mandarins, funcionários imperiais, devem o seu poder ao facto de saberem escrever. A beleza formal dos caracteres é tão importante como o valor do texto. Fonte: História da Mundo, Larousse, Paris
segunda-feira, 21 de março de 2011
DIA MUNDIAL DA POESIA...
Que faria eu sem este mundo sem rosto sem questões
Quando o ser só dura um instante onde cada instante
Se deita sobre o vazio dentro do esquecimento de ter sido
Sem esta onda onde por fim
Corpo e sombra juntos se dissipam
Que faria eu sem este silêncio abismo de murmúrios
Arquejando furiosos em direcção ao socorro em direcção ao amor
Sem este céu que se eleva
Sobre o pó dos seus lastros
Que faria eu… eu faria como ontem como hoje
Olhando para a minha janela vendo se não serei o único
A errar e a mudar distante de toda a vida
preso num espaço marionete
Sem voz entre as vozes
Que se fecham comigo.
Samuel Beckett
JOHANN SEBASTIAN BACH - Eisenach, 21 de Março — Leipzig, 28 de Julho de 1750
sexta-feira, 4 de março de 2011
FILMES....ÓSCARES
E a cerimónia dos Óscares aconteceu e os resultados foram previsíveis e os Óscares valem o que valem! A cerimónia da grande indústria americana correu dentro do grande glamour habitual, o sonho ofusca a realidade… pela passadeira vermelha exibe-se vaidade e talento…tudo decorreu dentro da monotonia normal, se não fosse um palavrão que causou algum incómodo…mas é tudo gente bonita...
Vi alguns dos filmes, que têm passado por aí, não sou crítica cinematográfica, mas gosto de cinema, não especialmente por entretenimento, mas sempre com o propósito de trazer alguma coisa comigo…de me situar noutros «mundos»…

«The Fighter» - Último Round, de David O. Russell [História verídica de Micky Ward e do irmão mais velho, Dicky Eklund]
Um filme no universo do boxe, não gosto, fui empurrada! Não consegue marcar a diferença dos clássicos que o antecederam.
Dois irmãos. Predomina a protecção e o vampirismo familiares, um deles, carrega o falhanço da carreira de outro destruído pelo crack, com a responsabilidade de sustentar uma família. Contexto: operariado de Massachusetts, onde o boxe não é apenas um desporto, mas uma possível porta de saída, de gente que luta contra uma vida que não lhes dá hipótese.
História de um desencontro, uma indecisão, uma debilidade do projecto… não vale a pena esperar, por interacção, não vale a pena esperar pelo fluxo de violência e sensualidade que havia, entre Robert deNiro e Joe Pesci n''"O Toiro Enraivecido" de Scorsese,
«Biutiful» de Alejandro Iñarritu, do qual vi filmes interessantes: Amor Cão, 21 Gramas, Babel. O filme arrasou-me é um Requiem de um homem quase defunto, sublinhando a traços carregados uma mundivisão muito sombria. O filme tem de facto uma interpretação profunda e verosímil de Javier Barden. Uma espécie de «poema sórdido», um filme que se admira, mas não se ama, como escreveu o Time.
Para descontrair: «Vais conhecer o homem dos teus sonhos», casais de gerações diferentes, as mesmas crises conjugais, amores cruzados…uma sátira sobre ilusões e desilusões amorosas. O mais do mesmo, claro, mas com a batuta de Woody Allen, que sempre vai provocando um sorriso, sem dramatismos.
«Cisne Negro» de Darren Aronofsky, um filme entre a agonia e o êxtase, que dá o melhor papel da sua vida a Natalie Portman, que interpreta uma versão visceral do clássico «O Lago dos Cisnes» de Tchaikovsky. Thriller psicológico onde vacila uma mente submetida a uma pressão fragmentada, com duas facetas conflituosas – uma inocente e «angelical», outra obscura e «demoníaca». É uma pequena obra-prima, plena de intensidade dramática e com muita criatividade.
«Discurso do Rei» de Tom Hooper centra-se na gaguez do rei Jorge VI e a história é muito conhecida… não estando preparado para assumir a coroa, devido à abdicação do seu irmão Edward, que se apaixonou por uma americana duas vezes divorciada e trocou a coroa pelo casamento, teve que o substituir. A gaguez de Jorge VI, centraliza todo o filme e Colin Firth tem uma interpretação excepcional, mostrando o pânico e o sufoco dessa situação.
Colin Firth, que de filme para filme tem brilhado, quando deixou as comédias românticas e fez o seu primeiro grande papel, representando o pintor Vermeer, no filme «A Rapariga com Brinco de Pérola». Seguindo-se outros filmes interessantes e no ano passado a sua excelente interpretação em «Um Homem Singular», um professor universitário gay amargurado pela morte do seu companheiro, filme também realizado por Tom Hooper.
Vi alguns dos filmes, que têm passado por aí, não sou crítica cinematográfica, mas gosto de cinema, não especialmente por entretenimento, mas sempre com o propósito de trazer alguma coisa comigo…de me situar noutros «mundos»…

«The Fighter» - Último Round, de David O. Russell [História verídica de Micky Ward e do irmão mais velho, Dicky Eklund]
Um filme no universo do boxe, não gosto, fui empurrada! Não consegue marcar a diferença dos clássicos que o antecederam.
Dois irmãos. Predomina a protecção e o vampirismo familiares, um deles, carrega o falhanço da carreira de outro destruído pelo crack, com a responsabilidade de sustentar uma família. Contexto: operariado de Massachusetts, onde o boxe não é apenas um desporto, mas uma possível porta de saída, de gente que luta contra uma vida que não lhes dá hipótese.
História de um desencontro, uma indecisão, uma debilidade do projecto… não vale a pena esperar, por interacção, não vale a pena esperar pelo fluxo de violência e sensualidade que havia, entre Robert deNiro e Joe Pesci n''"O Toiro Enraivecido" de Scorsese,
«Biutiful» de Alejandro Iñarritu, do qual vi filmes interessantes: Amor Cão, 21 Gramas, Babel. O filme arrasou-me é um Requiem de um homem quase defunto, sublinhando a traços carregados uma mundivisão muito sombria. O filme tem de facto uma interpretação profunda e verosímil de Javier Barden. Uma espécie de «poema sórdido», um filme que se admira, mas não se ama, como escreveu o Time.
Para descontrair: «Vais conhecer o homem dos teus sonhos», casais de gerações diferentes, as mesmas crises conjugais, amores cruzados…uma sátira sobre ilusões e desilusões amorosas. O mais do mesmo, claro, mas com a batuta de Woody Allen, que sempre vai provocando um sorriso, sem dramatismos.
«Cisne Negro» de Darren Aronofsky, um filme entre a agonia e o êxtase, que dá o melhor papel da sua vida a Natalie Portman, que interpreta uma versão visceral do clássico «O Lago dos Cisnes» de Tchaikovsky. Thriller psicológico onde vacila uma mente submetida a uma pressão fragmentada, com duas facetas conflituosas – uma inocente e «angelical», outra obscura e «demoníaca». É uma pequena obra-prima, plena de intensidade dramática e com muita criatividade.
«Discurso do Rei» de Tom Hooper centra-se na gaguez do rei Jorge VI e a história é muito conhecida… não estando preparado para assumir a coroa, devido à abdicação do seu irmão Edward, que se apaixonou por uma americana duas vezes divorciada e trocou a coroa pelo casamento, teve que o substituir. A gaguez de Jorge VI, centraliza todo o filme e Colin Firth tem uma interpretação excepcional, mostrando o pânico e o sufoco dessa situação.Colin Firth, que de filme para filme tem brilhado, quando deixou as comédias românticas e fez o seu primeiro grande papel, representando o pintor Vermeer, no filme «A Rapariga com Brinco de Pérola». Seguindo-se outros filmes interessantes e no ano passado a sua excelente interpretação em «Um Homem Singular», um professor universitário gay amargurado pela morte do seu companheiro, filme também realizado por Tom Hooper.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
KISSING SAILLOR, do fótografo Alfred Eisenstaedt.
George Mendonza, filho de portugueses originários da Madeira, que vive em Middletown, Massachusetts, conseguiu que fosse aceite que ele era o famoso protagonista da fotografia tirada em 14 de Agosto de 1945, o dia em que a Segunda Guerra acabou.A morena que está na fotografia numa posição mais recuada, é Rita Petry sua acompanhante nesse dia, a mulher a quem George dá o beijo, foi identificada, trata-se da enfermeira Edith Shain, já falecida. O mistério estava em saber quem seria o marinheiro! Vários testes foram feitos, vários veteranos se apresentaram. Por um estudo em 2005, com a chancela do Naval War College e com uma investigação realizada no Mitsubishi Electric Research Lab (MERL), em Cambridge, realizada por um especialista em análise fotográfica, chegaram à conclusão «com um razoável grau de certeza» que George Mendonza está realmente na foto, só que ele sabia isso desde sempre!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
UMA CENA EMOCIONANTE DO FILME «AMARGO PESADELO»
O filme "Amargo Pesadelo" estava a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O director fez uma paragem num posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários actores contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último, autista, nunca saia do terreno da casa. A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme. Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos actores que sendo músico andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o director captou a importância da cena e mandou filmar.O resto pode-se ver no vídeo.
Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é verdadeiramente um autista;
- Ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando;
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
e- A reacção autêntica de um autista quando o actor músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão. no início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai deixando-se levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria. A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada"por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (1972).
Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é verdadeiramente um autista;
- Ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando;
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
e- A reacção autêntica de um autista quando o actor músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão. no início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai deixando-se levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria. A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada"por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (1972).
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
EXCERTO DO DISCURSO DE CHAPLIN NO FILME «O GRANDE DITADOR»
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Charles Chaplin
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
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